domingo, 31 de março de 2013

Site do Observatório Brasil de Igualdade de Gênero

EDUCAÇÃO NO SITE OBSERVATÓRIO


Gente, visitando o site do Observatório Brasil de Igualdade de Gênero, fiquei fascinada com a quantidade de informações sobre Políticas públicas para as mulheres, sobre Violência de Gênero, Gênero e Educação, Gênero e trabalho, etc... Muitos linkse artigos para baixar, façam ao banquete, visitem e leiam muito.
Coloco aqui o texto sobre Educação e Gênero:

Educação e Gênero
http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/areas-tematicas/educacao


As desvantagens historicamente acumuladas pelas mulheres em relação aos homens, ainda hoje evidenciadas na análise de diversos indicadores sociais brasileiros, trazem várias implicações para a política educacional.

Primeiramente, é preciso garantir que meninos e meninas, homens e mulheres, tenham o mesmo acesso à educação de qualidade e recebam tratamento igualitário das instituições e profissionais envolvidos nos processos educacionais formais. Em segundo lugar, para garantir que todas as mulheres sejam respeitadas em seu direito à educação, há que ser combatida não apenas a discriminação de gênero, mas todas as outras formas de discriminação – geracional, étnico-racial, por orientação sexual, pessoas com deficiência, entre outras – que as afetam e interferem não apenas no acesso, mas também no seu desempenho escolar. Por fim, mas não menos importante, por seu próprio objeto, a política educacional tem papel fundamental a desempenhar na mudança cultural necessária para que a sociedade brasileira seja de fato igualitária.

Assim, ao se promover a transformação da educação nacional, rumo a uma educação inclusiva, não-sexista, não-racista, não-lesbofóbica e não-homofóbica, está-se formando e transformando pessoas, criando uma sociedade mais justa, em que os direitos humanos de todas e todos sejam de fato respeitados. Transformar as percepções e sensibilidades dos/as profissionais da educação básica é atuar para a mudança de padrões de comportamento e de valores de crianças, jovens e adultos(as).

Mulheres na escola

Nas últimas três décadas, a desigualdade de gênero na educação brasileira foi reduzida no que se refere ao acesso e permanência no processo educacional, como comprovam dados como a paridade na matrícula em quase todos os níveis de ensino. Ao mesmo tempo, quando esta realidade é analisada em detalhe, verifica-se, por exemplo, que os meninos deixam de freqüentar a escola no ensino médio em maior proporção do que as meninas, fenômeno associado, entre outros aspectos, às diferentes expectativas depositadas sobre cada um desses grupos. As condições de vida e os estereótipos de gênero vigentes levam muitos estudantes do sexo masculino a tentarem, sem sucesso, conciliar as atividades de trabalho e estudo. Nota-se ainda que as meninas e mulheres estão em minoria na educação especial, que atende pessoas com deficiência.

A questão de gênero na divisão das áreas de atuação

No ensino superior, as mulheres são maioria tanto nos cursos de graduação como de pós-graduação. Contudo, a ampliação da presença feminina neste nível é acompanhada por uma marcante diferença na distribuição dos estudantes de sexos distintos pelas áreas de conhecimento. Pela tabela 2, pode-se observar que entre os dez maiores cursos por número de matrícula no ano de 2005, as áreas com os maiores percentuais de matrícula do sexo feminino foram: Pedagogia (91,3%), Letras (80%) e Enfermagem (82,9%). Já os cursos com os maiores percentuais de matrícula do sexo masculino foram: Engenharia (79,7%) e Ciência da Computação (81,2%). Quadro semelhante é verificado na educação profissional e tecnológica.


 

Gráficos área da educação


Anos de estudos e frequência entre homens e mulheres de 2003 a 2008.


Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008.

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2008.

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2008.

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2008.

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2008.

 
Dados retirados do Relatório Nacional de Acompanhamento do Milênio, março, 2010.

Fonte: Retratos das Desigualdades de Gênero e Raça, 2008. Acesse aqui.

 
Fonte: Doutores 2010 - Estudos da demografia da base técnico-científica brasileira. Acesse aqui.