domingo, 8 de abril de 2012

História do NEGA

O Núcleo de Estudos de Gênero na Amazônia foi criado em 15 de abril de 2009, como um programa permanente de Extensão, pertencente à Pró-Reitoria de Extensão, tendo como coordenadora geral a professora Concita Maia. 

Na data de sua criação, a professora Concita Maia recebeu a então ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres de Brasília, a senhora Nilceia Freire, que fez a abertura do novo núcleo. Na semana da abertura do NEGA, houve várias palestras e um Curso de Introdução aos Estudos de Gênero, com a professora Drª Cristina Wolff, que morou alguns anos no Acre, quando realizava pesquisas para sua tese de doutorado intitulada Mulheres da Floresta: uma história do Alto Juruá, Acre. Este trabalho de Wolff foi organizado e publicado em livro, no ano de 1999.

A professora MSc Concita Maia ficou a frente do NEGA pelos anos de 2009 e 2010, quando, em fevereiro de 2011, foi nomeada secretária da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado do Acre - SEPMulheres/AC. Durante sua gestão, Concita Maia realizou a pesquisa "Uma questão de ordem: mais mulheres no Poder", através da qual o NEGA visou contribuir para o aumento da participação e representatividade das mulheres nos espaços de poder, especificamente em cargos eleitos, buscando contribuir para a ampliação em 20%, nas eleições de 2010, do número de mulheres no Parlamento Nacional (Câmara e Senado Federal) e na Assembleia Legislativa do Estado do Acre, considerando a proporção das mulheres negras e indígenas na população, conforme a recomendação do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. A pesquisa foi um sucesso e resultou num Seminário, apresentado no Anfiteatro Garibaldi Brasil, da UFAC, em setembro de 2010, pouco antes da eleições em outubro/2010, com a presença maciça de candidatas acreanas, entre elas Iolanda Lima, Antônia Lucia e Perpétua Almeida. Todas tiveram a palavra, puderam falar de intenções de trabalho na política. Houve distribuição de camisetas com foto das candidatas estampadas e as palavras "Mulheres no Poder".

 Trabalhando junto com a professora Concita Maia no NEGA, havia duas outra professoras: a professora Drª Leila Dotto e a professora Drª Margarete Edul Prado de Souza Lopes. As três juntas compunham uma coordenação colegiadas, juntamente com uma equipe de apoio, como se fosse um colegiado para as tomadas de decisões composta de representantes de órgãos, grupos e Núcleos cuja temática incluísse a Mulher e os Estudos de Gênero. Neste colegiado, estavam presentes o Professor MSc Marcelo Murilo pelo NEAB - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros; a professora MSc Maria do Socorro Barbosa de Moraes, coordenadora do NAI - Núcleo de Apoio a Inclusão. professora Drª Inês Jalul, do NUECA - Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente; a professora Drª Margarete Prado Lopes, líder do Grupo de Pesquisa em Crítica Feminista e Estudos de Gênero; a professora Chirley Teresinha, coordenadora da UNATI - Universidade Aberta da Terceira Idade; professora Almerinda Cunha, do Fórum Permanente de Educação Étnico Racial e ainda representantes da Casa Rosa Mulher, Coordenadoria Municipal da Mulher, Delegacia Especializada da Mulher, além das organizações não governamentais como a Rede Acreana de Mulheres e Homens.

Com a saída da professora Concita Maia  do NEGA, para responder pela SEPMulheres do Acre, o Pró-Reitor de Extensão e Cultura da UFAC, professor doutor Gilberto Dalmolin convidou a professora Margarete Edul Prado de Souza Lopes para cuidar da coordenação geral do NEGA, visto que esta professora já ajudava no Núcleo na coordenação colegiada.

A professora Drª Margarete Lopes tomou a frente do NEGA em junho de 2011, após se desligar do cargo de diretora do Centro de Educação, Letras e Artes da UFAC, e no segundo semestre de 2011 realizou palestras no SEE sobre Raça e Gênero, palestras sobre "Lei Maria da Penha e violência doméstica  em Rio Branco" durante os 16 dias de ativismo, de 25 de novembro de 2011 a 10 de dezembro do mesmo ano. Este trabalho com a lei Maria da Penha foi junto com a delegada Lúcia, da delegacia das Mulheres, em escolas afastadas como a Escola Djalma Telles, no Bairro Jorge Lavocat.

Encerrando o ano de 2001, ainda foi realizada a II Jornada de Estudos de Gênero na Amazônia, em 09 de dezembro, com a presença da poeta, escritora, editora e artista plástica Tania Dinia, dona da Editora Mulheres Emergentes, de Belo Horizonte, trazida pela SEPMulheres em apoio ao NEGA. O trabalho da Tania é tão instigante e relevante, suas poesias de tal quilate que sobre ela faremos uma coluna especial neste Blog. 

A II Jornada de Estudos de Gênero foi realizada também como parte dos 16 dias de ativismo, com palestras de professora e alunas bolsistas de Iniciação Científica da UFAC, bem como de convidadas especiais como a professora Almerinda Cunha, do Fórum Permanente de Educação Étnico Racial, Ariadne  dos Santos Silva, da SEPMulheres e a delegada Wania Lilia Maia Viana.