quarta-feira, 29 de maio de 2013

Reportagem da Revista VEJA

Fico estarrecida e super triste de ver estas coisas de ameaças de morte a mulheres continuar a acontecer no Acre... Falo po experiência própria, porque recebi cartas anônimas, com ameças de morte, em meu trabalho, no dia de meu aniversário, em fins de novembro de 2010... Naquele tempo, eu era diretora do Centro de Educação, Letras e Artes e incomodava a muitos por cumprir o meu dever sem titubear e por sempre respeitar a risca da Lei, meu lema era e é "Lei não se discute, cumpre-se!!!"
Os corruptos incomodados me perserguiram duramente dentro da UFAC, e ainda sofro perseguições veladas, diante do que posso falar de carteirinha deste momento da juíza Denise Bomfim, ameaçada por estar tão somente cumprindo o seu dever com competência de dentro dos ditames da lei. Deste modo, coloco a íntegra da notícia, conforme li na internet, no site - http://www.oaltoacre.com/index.php/desembargadora-denise-bonfim-sofre-ameacas-de-morte-denuncia-asmac/

Juíza denuncia ameaças e pede segurança pessoal no Acre

Magistrada foi informada sobre plano por outra juíza; fraudes envolvem integrantes do primeiro escalão do governo Tião Viana


 
A desembargadora Denise Castelo Bonfim, do Tribunal de Justiça do Acre, que analisa o inquérito da operação contra um cartel formado por empreiteiros com o apoio de integrantes do governo Tião Viana (PT), enviou um comunicado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um suposto plano para matá-la. A ameaça foi relatada por um preso.
A desembargadora solicitou segurança pessoal e pediu que os pedidos de liberdade dos acusados sejam julgados em Brasília.
No documento, a desembargadora relata que na tarde de segunda-feira foi comunicada pela juíza Luana Campos, da Vara de Execuções Penais do Acre, sobre um "possível planejamento" para matá-la. Um criminoso detido no presídio da Papudinha, onde estão treze dos quinze presos pela operação da Polícia Federal contra o cartel, afirmou ter ouvido comentários sobre um suposto atentado.
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Ameaça - A desembargadora também comunicou ao STF e ao CNJ uma ameaça anônima feita por telefone há 15 dias. "Esta desembargadora também recebeu uma ligação sem sinal de identificação dizendo os seguintes imperativos: 'Cuidado! Tenha cuidado com a sua vida!'", escreveu a magistrada.
"Em razão da reiteração das informações e ainda, achando por cautela ser comunicado aos setores públicos necessários, comunico a vossa excelência para conhecimento e providências", relata Denise Bonfim.
"Nós queremos deixar bem claro que esse tipo de intimidação, em nenhum momento, vai fazer qualquer juiz recuar ou deixar de cumprir o seu dever", afirmou o presidente da Associação dos Magistrados do Acre, Raimundo Nonato da Costa.
O CNJ vai pediu ao TJ informações sobre quais medidas de segurança foram adotadas para preservar a vida da desembargadora e que passou a monitorar o caso.
Cartel – O inquérito da operação analisada pela desembargadora foi concluído na segunda-feira, com o indiciamento de 22 pessoas, entre elas dois secretários do governo do estado e Tiago Viana, sobrinho do governador, que atua como funcionário da Secretaria da Saúde. Dentro da análise, cabe também à juíza decidir se pede novas investigações para apurar suposto envolvimento do governador em crimes.
Um relatório complementar feito pela PF relaciona citações, conversas e indícios ligando o nome do governador Tião Viana aos indiciados por formarem um suposto esquema de fraudes que teriam desviado em apenas seis contratos analisados 4 milhões de reais. O secretário de Comunicação, Leonildo Rosas, disse que o governo está tranquilo e que não há atos ilícitos praticados por agentes públicos.
Nesta quarta-feira, o Tribunal de Justiça analisou pedidos de relaxamento de prisão de catorze dos 22 indiciados que estão presos desde o dia 10 de maio. Dos nove desembargadores presentes, cinco tinham alguma relação de parentesco com os indiciados, inclusive o presidente do TJ, desembargador Roberto Barros.
A desembargadora alertou os magistrados que se colocassem em votação os pedidos de relaxamento de prisão estariam descumprindo a lei. A votação acabou suspensa, mas mesmo assim, a magistrada pediu cópias da sessão para enviar ao STF e ao CNJ comunicando "usurpação de competência" por parte do TJ do Acre. Segundo ela, cabe ao STF analisar os pedidos, mediante a suspeição da maioria dos magistrados.
Leiam tb a excelente matéria sobre mesmo tema no BLOG do Altino Machado
altino.blogspot.com/2013/