sábado, 26 de outubro de 2013

O NEGA sempre na luta contra os estereótipos de gênero

Essa eu não deixar passar calada, temos que dar a maior visibelidade para notícias dessa natureza... como essa que bombou no Facebook sobre ilustrações de deveres para meninos e deveres para meninas num livros escolar, numa nítida manipulação das cabeças das crianças para terem uma mentalidade machista e racista quando adultos.... Construção de uma ideologia sexista...

Exercício sobre 'afinidades' de meninos e meninas gera polêmica no Facebok.

FONTE:  http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/10/24/exercicio-didatico-gera-polemica-ao-dividir-afinidades-de-meninos-e-meninas.htm

O exercício de uma apostila do ensino fundamental da Editora Positivo tem gerado polêmica no Facebook. Chamado por muitos internautas de "sexista" e "machista", o material pede para que os alunos relacionem vários itens de acordo com a "afinidade" de meninos e meninas. 
Entre os itens listados no exercício estão: brincar de boneca, jogar futebol, brincar de carrinho, usar biquíni e sutiã, cuspir no chão, usar gravata, usar cabelo comprido, usar brinco, usar saia, lavar louça e ajudar a arrumar a casa. 
 O exercício pede para que os alunos relacionem vários itens de acordo com a afinidade de meninos e meninas.
A polêmica começou quando Soraya Souza, tia de uma garota de 11 anos, divulgou uma carta e uma foto na rede social criticando o exercício. "Em pleno dia dos professores, minha irmã fez com ela a tarefa da foto que segue em anexo. Minha irmã debateu com ela tópico por tópico [do exercício], mas se horrorizou com o conteúdo e com a aceitação da escola". A criança, que estuda em uma escola de Natal, marcou quase todos os itens para homens e mulheres.

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No Facebook, o assunto logo virou debate. Na página do site "Mamatraca", a publicação tinha mais de 2.300 compartilhamentos e mais de mil comentários sobre o caso.

"Reproduzindo o machismo, o sexismo, o atraso... revivendo a idade média, retrocedendo a passos largos!", comentou uma mulher. "Não sei qual a postura de vocês, mas a imagem acima se refere a um exercício com pretensões didáticas e ideologia sexista sim", afirmou outra pessoa no link da imagem.

"Lavar louça e arrumar a casa?? Isso foi uma tentativa machista de dizer que lugar de mulher é na cozinha versão pra crianças? Que absurdo", comentou um leitor na postagem.

Houve, porém, quem defendesse o exercício didático como forma de ampliar o debate sobre relações de gênero na escola. "Eu vi a proposta de atividade como uma excelente maneira de discussão para acabar com esse reforço de comportamentos só de meninas ou de meninos. O que acontece é que nós adultos temos esse reforço internalizado e ao olharmos para a atividade nossa resposta natural seria separar o que é de menino e o que é de menina", defendeu outra pessoa.

Posicionamento

Em nota, a Editora Positivo disse que a intenção não era impor padrões. Veja a seguir a íntegra do comunicado:
A Editora Positivo considera legítima a preocupação com o tema e a relevância da questão. Entretanto, esclarece que a finalidade do exercício apresentado não é impor padrões ou corroborar com estereótipos de gênero. A atividade é parte de um contexto onde o objetivo é justamente promover o debate para combater relações autoritárias e questionar a rigidez dos padrões.
O manual do professor, que acompanha todos os livros da coleção, contém orientações metodológicas (OMs) ao docente para conduzir essa atividade, com o objetivo de subsidiar a ação do professor e abrir a discussão a todas as possibilidades que possam surgir no decorrer da aula.
Para conhecimento, seguem abaixo as orientações que acompanham essas atividades:
- Conduzir e acompanhar a conversa dos alunos, a fim de que seja mantido o respeito às opiniões, aos hábitos e personalidade de cada um.
- De acordo com os PCN Pluralidade Cultural e Orientação sexual (BRASIL, 2001) "A discussão sobre as relações de gênero tem como objetivo combater relações autoritárias, questionar a rigidez dos padrões de conduta estabelecidos para homens e mulheres e apontar para sua transformação. A flexibilização dos padrões visa permitir a expressão de potencialidades existentes em cada ser humano que são dificultadas pelos estereótipos de gênero. Como exemplo comum, pode-se lembrar a repressão das expressões de sensibilidade, intuição e meiguice nos meninos ou de objetividade e agressividade nas meninas. As diferenças não devem ficar aprisionadas em padrões preestabelecidos, mas podem e devem ser vividas a partir da singularidade de cada um, apontando para a equidade entre os gêneros".
Reiteramos que a Editora Positivo considera importante o debate sobre a questão e informa que o material que será utilizado pelos alunos em 2014 foi alterado a fim de promover um debate mais aprimorado entre os alunos sobre este tema.

Tá legal, editora Positivo, me engana que eu gosto... faz tanta justificativa, mas é óbvio que o material é machista ao extremo....
Basta olha o foto do exercício, "cuspir no chão", tem atitude mais machista? E ainda ensinar desde menino a ser assim mal educado e viver cuspindo no chão?
Depois, vem cá, usar brinco, saia, gravata, cabelo comprido ou não, jogar futebol, arrumar a casa, lavar louça... são atividades de todos oa sexos, seja o feminino, masculino ou homossexual, né não? Os escoceses usam saia como uniforme oficial de suas forças armadas; mulheres jogam futebol no mundo todo com times organizados e copas do mundo; limpar, lavar e manter a casa arrumada pe dever de todos, independente de sexo, cor, etnia...; mulheres usam gravata a hora que quiser e todos usam brincos, então qual a razão de um exercício tão ridículo e das desculpas esfarrapadas da Editora? Dá licença, né? 
E ainda li alguns comentários a este texto publicado pelo site da UOL, onde se pode constatar o quando vai ser difícil acabar com o machismo no Brasil, porque alguns comentaram que é natural colocar "lavar louças" para o feminino porque é tarefa que não exige forças? Não exige? E aquelas que trabalham diariamente em restaurantes e lanchonetes lavando centenas de copos, pratos e panelas por dia, não exige nadinha dos braços e mãos né? 
Os comentários ainda mencionam que nada impede uma mulher de construir erguer prédios e coisas que exigem mais da pessoa e geralmente é tarefa dos homens... Uma das leitoras, Telma GP, responde a iso dizendo: "Lavar louça é mais propício às mulheres pois não exige muito intelecto? Só me diga se você é homem pra eu entender essa mentalidade ultra machista. A propósito eu sou mulher e ergo prédios com muita competência e isso não é uma exceção. O machismo intrínseco na sociedade brasileira vai ser mais difícil de ser superado que se espera". 
Ficam as afirmativas aqui publicadas para reflexão e digo ainda: "Mulheres erguei-vos, a luta é longa e vasta pela frente..."