quinta-feira, 6 de junho de 2013

QUEM é a ASSOCIAÇÃO de MULHERES PELA PAZ

Estamos recebendo a Associação de Mulheres pela PAZ, em visita ao Acre nos dias 5 a 7 de junho de 2013.

Conheça os nomes da diretoria, equipe executiva, sócios-fundadores da Associação Mulheres pela Paz.
Conselho Administrativo
Clara Charf (presidenta)
Clarice Herzog  (vice-presidenta)
Ivete Garcia
Fátima Pacheco Jordão
Jacira  Vieira de Melo
Laura Greenhalgh
Maria Amélia de Almeida Teles
Maria José Rosado Nunes
Mariluce Moura
Sílvia Pimentel
Diretora Executiva
Vera de Fátima Vieira
Diretora Adjunta
Benita Beatriz Accioli Cannabrava

Conselho Fiscal
Albertina de Oliveira Costa
Aparecida Sueli Carneiro
Eleonora Menecucci
Assistente de direção
Carolina Quesada
Sócios-fundadores:
  • Albertina Gomes de Oliveira Costa
  • Aparecida Sueli Carneiro
  • Benita Beatriz Accioli Cannabrava
  • Clara Charf
  • Clerice Herzog
  • Denise Gomide Carvalho
  • Dorrit Harazim
  • Eleonora Menecucci
  • Fátima Pacheco Jordão
  • Fernanda Pompeu
  • Ivete Garcia
  • Jacira Vieira Melo
  • Laura Greenhalgh
  • Margarida Genevois
  • Maria Amélia de Almeida Teles
  • Maria José Rosado Nunes
  • Maria Lígia Quartim Moraes
  • Mariluce Moura
  • Nilza Iraci
  • Patrícia Negrão
  • Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos
  • Rubens Naves
  • Sílvia Pimentel
  • Valéria Pandjiarjian
  • Vera de Fátima Vieira

Entrevista com Clara Charf contando a História da Associação das Mulheres pela Paz...

Toda História tem um Começo

O movimento Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo nasceu na Suíça. Sua primeira ação internacional foi a indicação coletiva de 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz de 2005. Cento e cinquenta países se fizeram representar.
Para continuar essa história, leia a entrevista com Clara Charf, presidenta da Associação Mulheres pela Paz.

Como foi o início do projeto?

Clara Charf – Um grupo de ativistas pelos direitos humanos da Suíça decidiu mapear, no mundo todo, mulheres que lutam pela paz e segurança humana e propor ao Comitê do Prêmio Nobel da Paz, sediado em Oslo, na Noruega, a inscrição de mil mulheres dos cinco continentes para concorrer, coletivamente, ao Prêmio Nobel da Paz em 2005. Para essa empreitada, elas reuniram vinte e três coordenadoras de diferentes países  Tive a honra de ser convidada, a partir da indicação de várias pessoas, para coordenar o Projeto no Brasil.

O que foi feito aqui?

Clara Charf – A Suíça estipulou uma cota de acordo com o número de habitantes de cada país. Ao Brasil, coube ao Brasil indicar 52 brasileiras que, ao lado de 948 mulheres de 150 países, concorreram coletivamente ao Prêmio. O grande desafio, portanto, era divulgar e receber indicações de mulheres de todo o país. Para isso, organizei um Comitê Executivo, formado por mulheres altamente reconhecidas em suas organizações  e profissões, que discutiu cada passo do processo. Eu e a jornalista Patrícia Negrão estruturamos um plano de ação para receber as indicações e fazer a seleção final. Em quatro meses, trabalhando com uma equipe enxuta e escassez de recursos materiais, recebemos 262 nomes, indicados por organizações e redes de mulheres, sindicatos, universidades, organizações governamentais e não governamentais e pessoas físicas. Contamos também com a participação da mídia, que ajudou a divulgar o projeto.

Das 262 mulheres indicadas, como chegaram às 52 finalistas?

Clara Charf – Montamos uma Comissão de Seleção, composta por mulheres e homens representativos de várias instâncias da vida brasileira Receberam um dossiê com a história das 262 indicadas e avaliaram o trabalho de cada uma delas. Em seguida, se reuniram para selecionar as 52 brasileiras.
Nossa preocupação foi contemplar mulheres das cinco regiões do país, de áreas de atuação distintas e  de diferentes segmentos – acadêmicas, cientistas, rurais, indígenas, quilombolas, religiosas, sindicalistas.

Qual foi o resultado?

Clara Charf – Apesar de sua grandiosidade, o Projeto 1000 Mulheres não ganhou o Prêmio Nobel da Paz 2005, que foi outorgado, naquele ano, para a Agência Internacional de Energia Atômica e para seu diretor, o egípcio Mohamed El Baradei. O Projeto, no entanto, foi tão bem sucedido e estruturou uma rede internacional de mulheres tão atuantes que ampliou seus objetivos.

O que está sendo feito desde então?

Clara Charf – Na Suíça, foi fundada a Associação Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, cujo objetivo é apoiar, fomentar e divulgar as ações das 1000 mulheres indicadas para o Prêmio Nobel e ampliar a rede. No Brasil, fizemos o livro Brasileiras Guerreiras da Paz com perfis e fotos das 52 brasileiras indicadas para o Prêmio e o lançamento em vários estados, além de exposição de fotos e textos das 1000 mulheres do mundo. Em 2008, fundamos, em São Paulo, a Associação Mulheres pela Paz.


Objetivos da Organização AMMP:

A Associação Mulheres pela Paz é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que objetiva fortalecer e divulgar a cultura da paz, por meio do desenvolvimento da igualdade de gênero, da cidadania e dos direitos humanos. Sua missão é pôr em rede ações de mulheres que acreditam que o exercício da paz se dá no cotidiano. Como princípio fundamental, a Associação Mulheres pela Paz não discrimina nenhuma pessoa por motivos de gênero, raça, classe social, idade, religião, opção sexual, preferência político-partidária.
Conheça outros objetivos da Associação
Objetivos principais da Associação Mulheres pela Paz:
  • Representar, no Brasil, o movimento internacional “1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo”, implementando projetos e ações.
  • Estimular o movimento de mulheres pacifistas no Brasil, trabalhando para que ele seja inclusivo e consoante ao movimento internacional
  • Reconhecer e divulgar ações de brasileiras na construção da paz, estimulando-as a se tornarem inspiradoras de novas ações fortalecedoras da igualdade de gênero e do acesso a oportunidades.
  • Difundir as culturas da paz, da justiça social e dos direitos humanos, por meio da não-violência, da tolerância e do respeito à diversidade, especialmente com relação ao gênero.
  • Viabilizar a participação de outras organizações interessadas, privilegiando a atuação de jovens
  • Assessorar instituições públicas ou privadas, nacionais e internacionais, nos campos da pesquisa, elaboração, implantação e avaliação de projetos.
  • Promover, patrocinar, organizar estudos, pesquisas, publicações, eventos, exposições, cursos, debates, seminários, conferências, congressos ou quaisquer outros tipos de materiais e debates relacionados à finalidade da Associação.
  • Realizar campanhas de mobilização e de esclarecimento da opinião pública sobre questões relacionadas aos objetivos da Associação.
  • Atuar ao lado dos poderes constituídos em âmbito federal, estadual e municipal visando observar e aperfeiçoar a legislação, projetos e políticas públicas no campo de atuação da Associação.
  • Analisar os avanços das metas da década, promovidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no âmbito nacional.
  •  Acompanhar a implementação

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www.mulherespaz.org.br