sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NOVAS ESCRITORAS DO ACRE - PARTE III

ACHEI ÓTIMA E MUITO OPORTUNA A PULBICAÇÃO DO LIVRO DA PROFESSORA DOUTORA MADGE PORTO DA UFAC EM FORMATO DE EBOOK, FICA BEM ACESSÍVEL, QUALQUER PESSOA PODE BAIXAR PARA LER E A TEMÁTICA É DE SUMA IMPORTÂNCIA EM NOSSO MOMENTO ATUAL - A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.

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Precisamos incentivar leiam sobre os problemas que afligem a todas, sobre a violência contra a mulher, sobre feminismos, políticas para a mulheres, sobre nossos direitos e lutas, por isso estou repassando aqui a reportagem sobre o lançamento do livro da professora Madge Porto no G1 do Acre. Leiam e baixem o livro.
Livro está disponível para download e leitura no site da Ufac (Foto: Reprodução)

FONTE: http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2016/10/professora-do-acre-lanca-livro-digital-sobre-mulheres-vitimas-de-violencia.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

A professora de psicologia da Universidade Federal do Acre (Ufac), Madge Porto, de 48 anos, lançou no último dia 21 o e-book "A Psicologia na Política para as Mulheres em Situação de Violência: Avanços e Desafios".
O livro digital é fruto de uma tese de mestrado em psicologia clínica e cultura, defendida em 2013 pela pesquisadora. O trabalho, produzido pela Editoria da Ufac (Edufac), está disponível para download e leitura no site da universidade.
Além de professora, Madge é vice-presidente da Associação dos Docentes da Ufac (Adufac), graduada em psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco, mestre em saúde coletiva e doutora em psicologia clínica e cultura pela Universidade de Brasília (UnB).
Ao G1, a professora disse que o trabalho é, de certa forma, uma crítica aos serviços de atendimento disponibilizados às mulheres em situações de violência. Ela conta que entrevistou profissionais de Rondônia, Amazonas, Brasília e Acre para a tese em 2011.
"Entrevistei 12 profissionais, sendo seis dos serviços especializados e seis do serviço público não especializado ou de consultórios particulares em Rio Branco. Foram incluídos casas abrigos, centro de referências, maternidade. Todos os serviços propostos pela política pública de atenção às mulheres em situação de violência. Então, é uma demanda que se coloca como importante e aí queria ver como esse trabalho estava sendo organizado", acrescenta.
A pesquisadora destaca que foi detectado, durante a análise, que a grande parte dos criadores dos manuais de atendimento as mulheres violentadas não foram elaborados por psicólogos.
Professora Madge Porto é doutora pela Universidade de Brasília (Foto: Arquivo pessoal)Professora Madge Porto é doutora pela Universidade
de Brasília (Foto: Arquivo pessoal)
Madge destaca ainda que o trabalho é um dos poucos que levanta a questão dos atendimentos nas unidades de saúde, sendo elas particulares ou públicas. 
"Me fez investigar a orientação, que não é de um profissional da área, mas sim de alguém leigo que estava achando que o trabalho tinha que ser desse jeito. O trabalho é recebido com importância, mas não era de fato tratado assim. Tem muitos trabalhos nessa área, mas tem pouquíssimos falando do atendimento psicológico", pontua.
Morando há 14 anos no Acre, quando se mudou de Pernambuco, a professora revela que sempre pesquisou sobre violência contra mulheres, além de ter experiência como psicóloga também na área. Ela destaca que parte da tese chegou a ser publicada em revistas científicas.
"A discussão sobre as questões das mulheres é uma temática que não interessa muito as pessoas. É uma coisa comum, quase naturalizada e problematizar a violência gera alguns incômodos", conclui.

VALE A PENA LER DE NOVO - AS NETAS DAS BRUXAS

Em 2014, o Blog Capitolina publicou um texto que deve ser lembrado e relido sempre, por isso vou colocar o teto aqui, é pequeno e vale de alerta para nossas filhas, sobrinhas, primas e netas.
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SOMOS AS NETAS DE TODAS AS BRUXAS QUE VOCÊS NÃO CONSEGUIRAM QUEIMAR

Fonte: http://www.revistacapitolina.com.br/somos-netas-de-todas-bruxas-que-voces-nao-conseguiram-queimar/

Ilustração: Dora Leroy.

TEXTO DE HELENA ZELIC
“Somos as netas de todas as bruxas que vocês não conseguiram queimar”. Essa frase, recorrente no feminismo, nos gritos e nas marchas de rua, diz muito sobre quem somos e, por isso, é tão bonita. Ser bruxa sempre foi associado a coisas ruins. A bruxa é a vilã de todas as histórias, é quem causa o mal em diversos contos de fada, é quem acaba com o amor. A bruxa é aquela que tem que morrer. E foi exatamente isso que aconteceu na Idade Média.
Explico. Na chamada Inquisição, a Igreja Católica perseguiu todos e todas que fugissem minimamente de suas estritas regras, para assim, no final das contas, se manter com poder e dominação. Neste grupo, estavam as bruxas, mulheres do mal, tomadas pelo demônio, seres execráveis e totalmente perigosos. Assim se dizia na época. A solução? Tortura! Forca! Fogueira! Isolamento total! Basicamente a negação total dos direitos humanos (noção que não existia na época), supostamente em nome de Deus.
E o que faziam essas mulheres de tão terrível? Nada. Eram simplesmente mulheres que não faziam questão de se enquadrar na ideia de mulher proposta pela Igreja e pela sociedade como um todo. Eram mulheres que não acreditavam no Deus dos católicos, mulheres que desenvolviam e reproduziam suas próprias sabedorias, mulheres que abortavam, mulheres parteiras, mulheres que dançavam, que tinham prazer, mulheres lésbicas… mulheres que, de uma maneira ou de outra, “pecavam”. Todas essas mulheres, sob a alcunha de bruxas, eram assassinadas sem dó nem piedade por uma população fervorosa, guiada por uma instituição completamente desumana.
De minha parte, acredito que matar mulheres por dançarem nuas sob o luar, independentemente do contexto histórico, não passa de feminicídio e de uma evidente misoginia.
Mas eu entendo porque esse tipo de coisa aconteceu na história da humanidade. Na verdade, entendo porque acontece até hoje – não sejamos hipócritas, mulheres morrem todos os dias por culpa do machismo. O mundo tem medo de mulheres que tentam fugir das regras. Caracterizar uma mulher como bruxa não passa de uma tentativa de diminuir as forças dessa mulher. Para que ela não se junte a outras mulheres. Para que ela tenha medo e não perceba que, coletivamente, tem força suficiente para mudar o mundo e torná-lo mais livre.
A imagem da bruxa, depois, se tornou recorrente em meios pedagógicos (bem mais doutrinários e moralizantes do que pedagógicos) para ensinar as meninas como elas não podiam ser. “Meninas, se vocês forem diferentes, vão acabar estigmatizadas como todas as bruxas da Inquisição. Vão acabar queimadas em praça pública que nem elas.” Deu no que deu. Gerações e gerações de mulheres invisibilizadas e amedrontadas, renegando as mais velhas que foram contra a maré.
Seja as bruxas da Europa, as indígenas da América ou as negras da África e das religiões afro-brasileiras (quem nunca ouviu a frase infeliz “chuta que é macumba”?) todas elas tiveram seus conhecimentos e forças renegados pelos homens brancos e poderosos, organizados na política, na religião, em tudo.
Hoje, depois de saber tudo isso, penso que devemos continuar. Ser feminista hoje em dia ainda significa confrontar os dogmas patriarcais da sociedade. E, sendo feministas, devemos ter orgulho da luta de todas as mulheres, da força de todas elas, e afirmar: somos, sim, as netas de todas as bruxas que vocês não conseguiram queimar. E seguiremos em frente.

NOVAS ESCRITORAS DO ACRE - PARTE II

OLÁ GENTE QUERIDA,

Continuando na linha de apresentar as novas escritoras que estão surgindo no cenário acreano, mas especificamente, em Rio Branco, hoje que falar de outra autora, Antônia Tavares, que lançou seu primeiro livro em junho de 2016, na Livraria PAIM, também noticiado pelo G1 do Acre.
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A reportagem com maiores detalhes segue logo abaixo:

Acreana lança livro de contos e poemas sobre a alma feminina

'Loucas e Bruxas, Bruxas e Loucas' é lançado nesta terça (7), às 17h.
Antônia Tavares fez o livro com poemas, contos e ilustrações autorais.

Do G1 AC
Antônia Tavares livro (Foto: Antônia Tavares/ Arquivo Pessoal)Livro possui 12 contos, 60 poemas e 52 ilustrações
(Foto: Antônia Tavares/ Arquivo Pessoal)
Para alcançar a plenitude da alma, do pensamento e do instinto, é preciso que haja um equilíbrio entre três vias: a ciência, a arte e a espiritualidade.
Essa é uma das principais ideias encontradas no livro "Loucas e Bruxas, Bruxas e Loucas", da acreana Antônia Tavares, que será lançado nesta terça-feira (7). O lançamento será a partir das 17h na Livraria Paim em Rio Branco.
Com uma tiragem de mil exemplares, o livro possui 12 contos, 60 poemas e 52 ilustrações da autora e é o primeiro de um projeto de três livros.
De acordo com Antônia, a ideia é pesquisar e registrar a sabedoria sagrada da mulher e surgiu da vontade de estudar o que tem de mais profundo na alma, abismo, breu e luz feminina.
Nos doze contos, o leitor vai conhecer doze mulheres atemporais e diferentes, que vão buscar a individualidade que contextualiza a mulher no trabalho dela. "Por exemplo, uma xaman ou uma lavadeira, são pessoas que trazem em si uma sabedoria que vem dos seus ancestrais e da sua própria observação. E, dentro do contexto em que ela vive, vira algo transformador na sociedade dela", comenta a autora.
O livro é completamente autoral e feito com dinheiro do próprio bolso de Antônia. O projeto é escrever mais dois, sendo que o primeiro sustente o segundo e o terceiro, como uma trilogia. Ao fim das publicações, ela pretende doar os direitos autorais dos livros para organizações não governamentais que cuidam de crianças que sofreram abuso sexual.
Antônia Tavares livro (Foto: Antônia Tavares/ Arquivo Pessoal)Antônia pretende escrever mais dois livros (Foto:
Antônia Tavares/ Arquivo Pessoal)
Antônia Tavares, também conhecida como Bethe Oliveira, nasceu em Rio Branco, no Seringal Bagaço e é formada em economia. Ela trabalha atualmente como especialista sênior em planejamento e gestão pública.
Mesmo vivendo e realizando trabalhos técnicos em sua rotina, ela conta que sempre leva a arte consigo. "Aquilo que tem um pouco de arte, mesmo que seja na segurança pública, vem da alma humana", afirma.

NOVAS ESCRITORAS DO ACRE

Fiquei muto contente olhando o noticiário acreano e vendo que estão surgindo novas obras de autoria feminina, o protagonismo das mulheres escritoras no Acre finalmente está aumentando.
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As mulheres no Acre foram sempre excluídas e silenciadas e foi grande a dificuldade para começarem a publicar, elas começaram escrevendo em jornais, como o Jornal Talismã, em 1913, em Xapuri, que era um jornal só de mulheres. Elas escreviam cartas, poemas e contos nos jornais, do mesmo modo como aconteceu nas outras cidades brasileiras com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo.
A primeira mulher a publicar um romance no Acre foi Florentina Esteves, nos anos noventa, denominado O EMPATE, enquanto os homens começaram a publicar em 1942, um livro em prosa, as mulheres tiveram a autonomia para fazer o mesmo já na década final do século XX, mostrando as dificuldades de ser mulher independente e escritora, em terras de Coronel de Barranco.
Agora, temos muita escritoras atuantes em Rio Branco e com muita grata surpresa vi uma reportagem no G1Acre falando de Laura Almeida, que somente com 18 anos publica um romance que ela sonha que possa se tornar um filme. 

Vejam a integra da reportagem logo abaixo:
Marcado por suspense e muitas reviravoltas, o romance policial Codinome Valery foi lançado em Rio Branco pela jovem autora Laura Almeida, de 18 anos. A história de Valery passou a ser construída pela acreana quando ela ainda tinha 17 anos. O livro foi lançado em Rio Branco na última sexta-feira (12).
A personagem principal é, segundo a própria escritora, uma mulher nada comum que muda completamente de vida ao se mudar para Albany, na Califórnia. Porém, Valery acaba reencontrando um amor do passado, o que faz ela repensar sua vida. A obra foi financiada pelo Fundo Municipal de Cultura.
A acadêmica de Biomedicina conta que começou a escrever quando ainda tinha apenas 14 anos. Seu primeiro livro possui influência dos filmes de ação e terror dos quais é fã.
"Estou muito feliz. É uma coisa que vai ficar eterna. Eu, como aluna de escola pública, jamais imaginei que aos 17 anos, recentemente com 18, iria publicar um livro meu. Foi um sonho, estou sem palavras ainda. A Valery teve um começo de vida difícil, isso fez com que ela se tornasse uma pessoa diferente, sem aquele senso de ser boa com as pessoas", explica. 
Superdotada
Quando ainda estava na 4ª série, Laura foi descoberta pelo Núcleo de Atividades de Altas habilidades e Superdotação (NAAH/S) na área de artes, desenvolvendo habilidades em língua estrangeira e na escrita. Segundo a escritora, uma professora indicou que a família procurasse o núcleo após perceber que ela tinha vocação para as artes.
"Eles me acompanharam até o ensino médio. Isso foi um apoio muito importante para o desenvolvimento do meu talento", conta.
Família incentivou autora acreana que lançou seu primeiro livro em Rio Branco  (Foto: Laura Almeida/Arquivo Pessoal)Família incentivou autora acreana que lançou seu
primeiro livro em Rio Branco
(Foto: Laura Almeida/Arquivo Pessoal)
Paixão pela leitura
O amor pela leitura e escrita surgiu muito cedo na vida da escritora. A família teve papel importante no incentivo para que Laura levasse adiante a paixão pelos livros e filmes.
Ela conta que a mãe e as tias são professoras e o pai compunha músicas sempre próximo da filha e todos a incentivavam.
"Tudo surgiu no meu núcleo familiar, sempre me apoiaram e estou muito feliz com isso. Não sei o que seria da minha vida sem a leitura. A leitura ajuda muito, melhora sua fluência e pensamento", afirma.
Próximos capítulos
A história de Laura, assim como o de vários personagens criados por ela, está apenas começando. Após o lançamento do livro, os sonhos da jovem escritora agora são ainda maiores e por ela podem chegar até mesmo às telas dos cinemas. "É um sonho, quem sabe Deus reserve isso para o meu futuro", finaliza.
O livro está sendo vendido por R$ 15 e, por enquanto, são entregues conforme pedidos na página do Facebook da escritora.
FONTE: http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2016/08/aos-18-anos-jovem-escritora-lanca-livro-marcado-por-suspense-no-ac.html
Colaborou Mariana Tavares, da Rede Amazônica Acre.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

NEGA faz homenagem ao Centenário do médico e escritor DJALMA DA CUNHA BATISTA

Colocando aqui pra vcs, a breve mas linda resenha que saiu na página da UFAC sobre o Centenário de Djalma Batista, com excelente palestra ministrada pelo filósofo e professor Isaac Melo.





Nega realiza seminário sobre escritor Djalma Batista

FONTE: http://www.ufac.br/portal/news/nega-realiza-seminario-sobre-escritor-djalma-batista

Nega realiza seminário sobre escritor Djalma Batista
O Núcleo de Estudos de Gênero da Amazônia (Nega), em parceria com a Academia Acreana de Letras (AAL), realizou nessa segunda-feira, 22, um seminário de comemorações do centenário de nascimento do escritor acreano Djalma da Cunha Batista (1916-1979).
O evento ocorreu na sala ambiente do curso de Letras da Universidade Federal do Acre (Ufac), no campus de Rio Branco, e foi coordenado pela professora Margarete Lopes, que também é coordenadora do Nega, além de escritora, membro e primeira secretária da AAL, onde ocupa a cadeira n.º 32.
A homenagem a Djalma Batista, que também foi médico e nasceu em 20 de fevereiro no município de Tarauacá, contou com palestra do professor Isaac Melo, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Ufac. “O palestrante é grande leitor e colecionador da literatura local, escreve no blog Alma Acreana, que contém o melhor dos autores e autoras do Acre”, disse Margarete. “Ele tem um acervo riquíssimo de livros do Acre e trouxe os livros de autoria de Djalma Batista para exposição durante o seminário.”
A AAL, por meio da resolução n.º 5, de 15 de fevereiro, criou o ano de 2016 como o ano de centenário do escritor e cientista Djalma Batista. Na resolução consta breve biografia do homenageado.
Postado em: 24/2/2016

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Professora Cecília Salgado ganha 10ª Edição do Prêmio "Mulheres na Ciência"

Pesquisadora da UFRJ é uma das ganhadoras do prêmio 
ASSESSORIA DE IMPRENSA - GABINETE DO REITOR
assessoria@reitoria.ufrj.br

FONTE: http://www.ufrj.br/mostranoticia.php?noticia=15564_Pesquisadora-da-UFRJ-e-uma-das-ganhadoras-do-premio-.html

A professora Cecília Salgado, pesquisadora do Instituto de Matemática da UFRJ, foi uma das vencedoras da 10º edição do prêmio “Para Mulheres na Ciência”, único programa brasileiro voltado às mulheres cientistas, realizado pela L’Oréal em parceria com a Unesco no Brasil e com a Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Foram sete vencedoras no total, selecionadas pela qualidade de seus currículos e pelo potencial de suas pesquisas, desenvolvidas em instituições brasileiras. Como prêmio, cada uma receberá uma bolsa-auxílio de US$ 20 mil (convertidos em reais).
A pesquisadora estuda códigos corretores de erros, fundamental na solução de falhas na transmissão de informação por sistemas de comunicação como linhas telefônicas ou discos rígidos.
Ela acredita que o prêmio vem consolidar seu trabalho desenvolvido nos últimos seis anos. “Espero que este reconhecimento abra portas e desperte o interesse de maismulheres para a Matemática. Os trabalhos selecionados sempre são de extrema relevância e só o fato de dar mais visibilidade a pesquisas desenvolvidas por mulheres já é maravilhoso”, incentiva a cientista carioca que escolheu a matemática por ser base de diversas áreas científicas.
Os 10 anos de Para Mulheres na Ciência
Ao longo da década, o prêmio já reconheceu e promoveu o trabalho de 68 jovens cientistas de diversos estados do país. Foram distribuídos mais de US$ 1,3 milhão (convertidos em reais) em bolsas-auxílio.
Para celebrar o aniversário de 10 anos, diversos seminários foram realizados em universidades brasileiras, com a participação das vencedoras de anos anteriores, para discutir e estimular a ciência no Brasil e a participação feminina no desenvolvimento de pesquisas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Aluna de Tarauacá SARIA SOUSA premiada no Concurso Construindo a Igualdade de Gênero

Recebi hoje dos queridos amigos Belchior Carrinho e Izi de Melo, reportagem relatando de aluna no ensino médio que ganhou prêmio no Concurso da SEPMulheres Nacional "Construindo a Igualdade de Gênero", fiquei super orgulhosa, porque a aluna é da minha terra e porque finalmente a Região Norte aparece ganhando este prêmio....

Saria Sousa, uma das vencedoras do 10º Prêmio "Educar para a Igualdade de Gênero". Concurso nacional de artigos científicos realizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres-SPM, CNPQ e MEC.
Saria é estudante do Ensino Medio da Escola Djalma Teles-Tarauacá/AC.
Orientada por Antonio Martins de Carvalho.

 Saria Sousa e Izi de Melo
Saria Souza e Rosalin Scalabrini

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ropa Usada curtometraje




Filme de curta metragem baseado em conto do mesmo nome, da grande escritora Pia Barros, mostrando como o cotidiano dura dos países latino-americanos já banalizaram a violência urbana, doméstica, de gênero. Vale a pena assirtir....

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Noiva chama avó de 89 anos para ser sua dama de honra

Fiquei comovida com este inusitado gesto de amor. Porque convenhamos, o amor não tem idade, e quem disse que só mocinhas de adolescentes ou crianças podem ser damas e daminhos de honra?
A gente pode ver pelas fotos que vovó Betty ficou tão feliz.
FONTE: http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/da-para-acreditar/noiva-chama-avo-de-89-anos-para-ser-sua-dama-de-honra?cmpid=fb-uol


A vovó Betty com a neta e as outras damas de honra (Fotos: Reprodução/Sweetwater Portraits/Julie Melton)
Prestes a se casar, a americana Christine Quinn resolveu chamar sua avó de 89 anos para se juntar às damas de honra do casamento.
"A escolha foi fácil devido ao nosso forte laço", disse Christine ao "Buzzfeed Life". "Quem não iria querer sua melhor amiga ao seu lado no dia do casamento?".
Elizabeth Govern, a vovó Betty, aceitou o convite, mas questionou a neta várias vezes se ela realmente a queria como dama de honra. "Ela me perguntou umas dez vezes: 'você tem certeza?' e 'por que você iria querer uma velha senhora em sua festa de casamento?'", contou Christine. Com a promessa de que não teria de fazer nada que não quisesse, nem mesmo usar um vestido igual ao das outras damas, ela aceitou. 
No dia do casamento, em maio deste ano, a vovó Betty surpreendeu a todos e roubou a cena. Ela usou o mesmo vestido que as outras damas de honra, foi à festa após a cerimônia e aproveitou, contraindo o plano inicial de voltar para casa e descansar. "Ela dançou a noite toda, incluindo um adorável momento em que ela e a avó do meu marido dançaram juntas. Foi maravilhoso", descreveu Christine.
"Um momento que eu me lembro claramente e realmente me marcou foi quando ela disse: 'Você está feliz?'", conta Christine. "Eu respondi que sim e que sou sortuda por ter toda a minha família comigo ao mesmo tempo em que casava com o amor da minha vida - um clichê, mas verdadeiro".

Altos níveis de mercúrio nas comunidades da Amazônia

Minha maior preocupação é sempre porque os mais afetados são as mulheres e as crianças, e o que nosso governo federal faz para minimizar ou resolver estas condições adversas? 
Alarma por altos niveles de mercurio en etnias amazónicas
Foto: PNN Colombia - Rodrigo Durán Bahamón
Doscientos indígenas mirañas y boras, habitantes del Parque Nacional Cahuinarí, participaron en el análisis realizado por investigadores de la Universidad de Cartagena.

Temos que fazer protestos, abaixo-assinados, marchas, movimentos, barulho, pesquisas, artigos, entrevista da TV, alardear nas redes sociais, mãos podemos ficar paradas diante da gravidade desta situação.
Leiam o artigo abaixo:
FONTE: http://www.elespectador.com/noticias/medio-ambiente/alarma-altos-niveles-de-mercurio-etnias-amazonicas-articulo-576602
ALTOS NÍVEIS DE MERCÚRIO EM COMUNIDADES DA AMAZÔNIA.
Fueron las autoridades mayores las que insistieron en que los bebés también deberían hacer parte de la prueba. Así que, en la mitad de la selva amazónica, Liliana Carranza, estudiante de doctorado en toxicología de la Universidad de Cartagena, cortó algunos mechones de pelo de adolescentes y adultos y luego se concentró en el fino cabello de los recién nacidos. Guardó cada muestra en sobres separados de papel y se los llevó al laboratorio para analizarlos. Un mes después los resultados revelarían que los indígenas mirañas y boras, habitantes de la cuenca baja del río Caquetá, tienen en el cuerpo los más altos niveles de mercurio que se hayan registrado en el país.
Durante la primera semana de noviembre de 2014 una comisión de expertos convocada por Parques Nacionales Naturales y la Asociación de Autoridades Tradicionales Indígenas (PANI) visitó las poblaciones de Puerto Remanso, Las Palmas, San Francisco, Mariápolis y Manacaro, con el objetivo de medir los niveles de mercurio en los cuerpos de los indígenas y en los peces que consumen.
Por años, los nativos habían denunciado que la llegada de dragas mineras provenientes de Brasil, Putumayo, Caquetá y Antioquia, interesadas en el oro que se esconde en las orillas de los ríos, estaba modificando la vida cotidiana.
Decían que la minería no sólo estaba encareciendo la vida en la selva y que conseguir combustible y utensilios era cada vez más costoso, sino que era evidente que cada año se talaban más árboles, incluso de maderas que por tradición ancestral no debían cortarse. Finalmente, la Amazonia registra cada año las tasas más alarmantes de deforestación, ligada principalmente a los cultivos ilícitos y a las afectaciones de madereros y de mineros. Según el índice de deforestación del Ideam, entre enero y diciembre de 2013 se destruyeron 120.933 hectáreas de bosque natural. El 57% pertenecía a la Amazonia.
En el río Caquetá los indígenas señalan además que la maquinaria minera está afectando lugares sagrados, sitios donde habitan y anidan especies como la tortuga charapa (Podocnemis expansa). Río arriba, en el municipio de Solano, se escucha que las enfermedades de transmisión sexual se están incrementando. Los rumores sobre la contaminación de peces con el mercurio utilizado para extraer oro se habían multiplicado pero no existía ninguna evidencia científica que los confirmara.
Con este panorama, Parques Nacionales Naturales y PANI, con el apoyo del Fondo Patrimonio Natural, se unieron a la Gobernación del Amazonas, Corpoamazonía y las universidades de Cartagena y Tadeo Lozano para sacar adelante el estudio sobre los impactos del mercurio utilizado en la minería ilegal en la región.
En total fueron analizadas 200 muestras de cabello de los habitantes de cinco comunidades, se adelantó un análisis de los sedimentos del río Caquetá y se recolectaron peces para evaluar la concentración de metales pesados en sus músculos y vísceras.
En diciembre de 2014, el grupo de Química Ambiental y Computacional de la Universidad de Cartagena presentó los resultados. Los indígenas reportaron niveles de mercurio nunca antes vistos en Colombia: el estudio encontró que los habitantes de la cuenca baja del río Caquetá tienen concentraciones promedio de mercurio en el cabello que oscilan entre 15,4 y 19,7 partes por millón (ppm), cuando entidades como la Organización Mundial de la Salud y la Agencia de Protección Ambiental de Estados Unidos recomiendan que no sean superiores a 1 ppm.
Incluso las autoridades sanitarias han insistido en que en niños y mujeres embarazadas se debe tener más cuidado, pues son las poblaciones más susceptibles a los efectos nocivos del metal, teniendo en cuenta que una mujer en estado de embarazo puede transmitirlo a través la barrera placentaria haciendo que éste se acumule en el cerebro y el sistema nervioso central del feto.
“Hasta el momento los valores más altos de mercurio en Colombia eran los del sur de Bolívar, una zona en donde tomamos muestras de pescadores sobre la cuenca del río Cauca, en la ciénaga grande de Achí. Allá se reportaron concentraciones de 9,0 ppm en promedio. Un valor muy alto. Pero ahora nos encontramos con esta situación en el Amazonas, que es supremamente preocupante; los niveles son alarmantes. El mercurio afecta directamente la calidad de los espermatozoides así que, a futuro, se estaría poniendo en riesgo la supervivencia de estas comunidades”, dice el profesor Jesús Olivero Verbel, director del doctorado en toxicología ambiental de la Universidad de Cartagena e investigador principal del estudio.
Según explican los científicos, el mercurio es un metal volátil que puede ser transportado a grandes distancias por las corrientes de aire y los ríos. En el caso del Caquetá, el vertimiento del metal es directo, éste se almacena en los sedimentos y allí se vuelve metilmercurio, que es el contaminante que ingresa a la cadena alimenticia, llegando a los peces y otros animales que constituyen el alimento principal de los indígenas.
Aunque el mercurio afecta principalmente el sistema nervioso, además de riñones e hígado, lo preocupante es que esas alteraciones suelen manifestarse sutilmente (como con temblores en las manos) o pueden ser confundidas con cuadros clínicos de otras enfermedades, lo que dificulta el diagnóstico clínico de la intoxicación por el metal.
Los indígenas miñaras y los boras comen pescado más de diez veces a la semana. Su dieta alimenticia se basa principalmente en la ingesta de especies como el barbachato (Pinirampus pirinampu), que en este estudio preliminar presentó en promedio 1,09 ppm cuando las autoridades sanitarias advierten que no deberían comerse pescados que superen el 0,5 ppm.
Al revisar las muestras de cabello de los bebés, la bacterióloga Liliana Carranza identificó que los recién nacidos también presentan niveles alarmantes de mercurio, lo que indica que la intoxicación está pasando de madres a bebés a través de la leche materna. En uno de los casos, la mamá de un bebé de un mes de nacido presentó 21,9 ppm; el padre, 19,1, y el niño, 14,3.
“Aunque la afectación en el desarrollo embrionario o en la capacidad intelectual de los niños está por evaluarse y se necesita que las autoridades nacionales, como el Ministerio de Salud, realicen estudios clínicos mucho más completos para reconocer efectos detallados del mercurio sobre esta población, un indicador como el de esta familia bastaría para hacer un llamado a que las madres lactantes de estas poblaciones reemplacen la leche materna por leche en polvo y que las mujeres en embarazo suspendan el consumo de las especies con contenidos altos de mercurio”, dice Jesús Olivero.
Con los resultados en la mano, la directora de Parques Nacionales Naturales, Julia Miranda, es enfática en afirmar que con este alarmante diagnóstico los ministerios involucrados, al menos los de Minas, Medio Ambiente y Salud, deberían actuar frente a un problema que amenaza la calidad de vida de las poblaciones indígenas, no sólo de Colombia sino también de los países fronterizos.
“Se necesitan más esfuerzos para detener esta problemática sobre la que aún falta generar información. La minería sigue avanzando y las comunidades están desprotegidas. Este tema tiene que interesarle al Ministerio de Salud. A la gente hay que advertirle qué peces puede o no consumir. Pero no sólo hay que informar a los habitantes de Cahuinarí o de la cuenca del Caquetá. Todos los colombianos estamos consumiendo este pescado afectado por la minería de oro y no nos están diciendo qué cuidados deberíamos tener”, dice Miranda, refiriéndose a que la cuenca del Amazonas aporta el 32,2% del pescado que consume Colombia.
Desde el año pasado el Grupo SINA Amazonas, conformado por la Gobernación departamental, Corpoamazonia, Parques Nacionales y el Instituto de Investigaciones Sinchi, viene trabajando en una estrategia integral que les permita a los indígenas y a las instituciones locales y nacionales mitigar los impactos generados por la minería. Una ruta que ha sido construida con el apoyo del Fondo Patrimonio Natural a través del programa ICAA, de la Agencia USAID.
Como punto de partida estas instituciones coinciden en que el problema de la minería ilegal está avanzando en el Amazonas debido a la ausencia de oportunidades económicas y productivas, las condiciones de aislamiento y el abandono estatal, dificultades a las que se suma la falta de un ordenamiento territorial que indique cómo se debe gestionar la vida en estas regiones apartadas.
Esta semana, el presidente Juan Manuel Santos anunció su nueva estrategia para combatir la minería criminal, un negocio que, según el mandatario, es más rentable que el narcotráfico y mueve alrededor de $7 billones al año. Por lo que se sabe, la nueva fórmula pretende entregarles más poder a las Fuerzas Armadas para decomisar mercancía y maquinaria y agilizar las capturas.
Se creará en la Policía una dirección contra la minería criminal y en el Ejército se conformará una brigada para luchar contra sus mafias (como ocurre con la brigada en contra del narcotráfico), además se formulará un nuevo listado de delitos minero-ambientales y se equipararán varios de ellos al lavado de activos o la instigación al terrorismo. Es decir: quienes sean hallados responsables de alguna de esas conductas podrían pagar hasta 20 años de cárcel.
Aunque estas estrategias policivas son vistas por los expertos como necesarias, distintos analistas como Carmen Heck, investigadora de la Sociedad Peruana de Derecho Ambiental (SPDA), creen que las acciones para solucionar el problema no pueden concentrarse exclusivamente en atacar a los mineros, pues existe toda una cadena económica que se está beneficiando de la extracción ilegal. “Si no se intenta desarticular la cadena de comercio del oro, de lavado de dinero y proveedores de maquinarias para la extracción, será muy difícil solucionar este asunto”, advierte.
Mientras el país sigue definiendo la fórmula para encarar el asunto, la extracción de oro ilegal sigue afectando la salud de miles de colombianos y continúa degradando ríos y bosques al tiempo que el metal se vende en Italia, las Malvinas, Panamá y Estados Unidos.