quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Uma mulher será reitora em OXFORD, pela primeira vez em 85 anos

A primeira mulher reitora em OXFORD, Inglaterra.
FONTE: http://www.wim-network.org/2015/06/una-mujer-dirigira-la-universidad-de-oxford-por-primera-vez-en-su-785-anos-de-historia/

Una mujer dirigirá la Universidad de Oxford por primera vez en su 785 años de historia
Junio 1, 2015  |  Sección: Artículos de interés


Universidad de Oxford, la histórica institución británica tiene a su próximo líder, y por primera vez en 785 años, será dirigida por una mujer. Louise Richardson , experta en terrorismo que actualmente lidera la Universidad de St. Andrews en Escocia, será la primera mujer en ejercer como Vice Canciller (eso es el equivalente de una presidencia en la universidad estadounidense).

El nombramiento de Richardson es histórico: Oxford nombró a su primer Vice Canciller en 1230 y lleva casi siete siglos de control masculino ininterrumpido. Las mujeres no podían cursar estudios allí hasta 1920. La primera mujer que se convirtió en Profesora de dedicación exclusiva lo logró en 1948, y las facultades de la universidad fueron totalmente mixtas recién en 2008.

Las universidades más prestigiosas de los EE.UU. están un poco más avanzadas: la mitad de las universidades de la Ivy League son dirigidas por mujeres. Sin embargo, en su conjunto, las mujeres ocupan sólo el 25 por ciento de cargos directivos universitarios estadounidenses.

Indígenas escrevem enciclopédia de medicina xamânica.

 


Indígenas escrevem enciclopédia de medicina xamânica.

FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/indigenas_escrevem_enciclopedia_de_medicina_xamanica.html

Primeiro trabalho do género. Indígenas do povo Matsés, que vivem na amazónia peruana, próximo à fronteira com o Brasil, reuniram material e escreveram a primeira enciclopédia de medicina tradicional xamânica, segundo a ONG norte-americana Acaté. A Enciclopédia de Medicina Tradicional Matsés, que tem mais de 500 páginas, foi escrita e editada por indígenas, na sua língua. Os verbetes estão organizados pelos nomes das doenças, e têm informações sobre a forma de reconhecê-las pelos seus sintomas, as suas causas e as plantas que podem ser usadas para combatê-las, com fotos, além de maneiras de preparar o medicamento e alternativas terapêuticas. O livro foi escrito numa parceria entre anciãos, a maioria com mais de 60 anos, e indígenas mais novos, descreveu Christopher Herndon, presidente da ONG, na página de Internet da organização. Enquanto os mais velhos ficaram responsáveis por idealizar um capítulo da enciclopédia cada um, os mais jovens transcreveram os conhecimentos e fotografaram as plantas. Na medicina xamânica tradicional, a floresta e os animais estão envolvidos na história das plantas e ligados aos motivos ou à cura das doenças. O conhecimento das técnicas de tratamento, portanto, é também produto de um aprofundamento espiritual e de laços com o mundo natural. 
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/indigenas_escrevem_enciclopedia_de_medicina_xamanica.html

A INFLUÊNCIA DO FEMINISMO NA LITERATURA

Eu amo falar de feminismo e literatura, de crítica feministas, de estudos de gênero e achei uma ótima resenha sobre o assunto, casando o feminismo com a temática de literatura de mulheres. Leiam que este texto é um deleite.
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"Literatura delas": a influência do feminismo na literatura.

FONTE: http://literatortura.com/2015/08/literatura-delas-a-influencia-do-feminismo-na-literatura/

AUTORA: LORENA ROBINSON, uma jovem de 17 anos, estudante de Direito. Sonha em brincar de passarinho e conhecer o mundo. Enquanto isso, conheceu a arte, a literatura, o cinema e as Ciências Humanas, e aprendeu a passarinhar por vários mundos diferentes.

Elaine Showalter, Ph.D e crítica literária americana, dedicou grande parte dos seus estudos acadêmicos à análise de produções advindas das “subculturas”, sendo uma das precursoras do criticismo literário feminista. Desenvolvendo o conceito e a prática do que cunhou de “gynocritics”, o estudo da literatura produzida essencialmente por mulheres – suas imagens, papéis, experiências e ideologias, assim como a história e todo o percurso da tradição literária feminina -, Elaine foi responsável por gerar importante (quiçá controverso) material de debate no meio acadêmico e feminista. “Gynocritics” refere-se, segundo ela, a uma “moldura feminina para a análise da literatura feminina, a fim de desenvolver novos modelos baseados no estudo da experiência e da produção das mulheres, em vez de apenas adaptar modelos e teorias masculinas”. A escritora, portanto, se propõe a desenvolver uma análise sobre as obras e tradições das mulheres, da era Vitoriana à atualidade.
Além de aventurar-se nos campos da Sociologia e até mesmo da Psicologia e Psiquiatria, uma das obras mais relevantes de Elaine Showalter é “Literature of Their Own: British Women Novelists from Brontë to Lessing”, em que discorre sobre a longa e negligenciada tradição das escritoras inglesas e o desenvolvimento e evolução de sua ficção, de 1800 aos dias atuais. Nessa obra, expõe o que considera as “três fases da literatura feminina”: “the Feminine”, um período que começa com o uso do pseudônimo masculino para a publicação das obras, em 1840, e finda em 1880 com a morte de George Eliot (Mary Ann Evans); “the Feminist”, de 1880 até a conquista do sufrágio feminino em 1920; e o período “the Female”, de 1920 aos dias atuais, incluindo um novo período de autoconsciência por volta de 1960. Passando por grandes nomes da literatura como as irmãs Brontë, George Eliot, Virginia Woolf, Jane Austen, Margaret Drabble e Doris Lessing, Elaine analisa em cada período como a posição das mulheres na sociedade influenciou determinantemente suas produções.
Dos tempos em que as cartas e diários da hoje aclamada Virginia Woolf eram desprezados e não publicados, em que autoras femininas eram reduzidas ao título de “Mrs.” (consideradas apenas por estarem casadas) ou tinham que usar nomes masculinos para angariar mínimo respeito por suas obras, em tempos que havia recusas para editar e compilar obras femininas, até tempos em que na tradição acadêmica pouquíssimas obras recomendadas são de mulheres e em que mesmo na literatura masculina as personagens femininas ainda são relegadas ao segundo plano, torna-se relevante analisar como o espaço literário feminino foi, também, uma conquista social.
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“The feminine phase”:
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A primeira fase, marcada pela entrada de fato das mulheres na literatura, sob pseudônimos masculinos ou sob a ênfase no status de casadas, é marcada por um conflito entre “obediência e resistência” que chega a se refletir em muitas obras. Representada por escritoras como as irmãs Brontë, Elizabeth Gaskell, Elizabeth Browning e Florence Nightingale, evidencia um momento em que as escritoras tentam se integrar em uma esfera tradicionalmente masculina. Dessa forma, mesmo que a ocupação desses espaços tenha sido por si só um ato subversivo e de resistência, as escritoras ainda assimilavam, aceitavam e/ou perpetuavam valores estéticos e sociais patriarcais. Buscando esse espaço, acabavam seguindo os modelos determinados pela tradição masculina dominante, internalizando e reproduzindo seus padrões e visões sobre papeis sociais. Os principais problemas desse período, segundo Elaine, são que os próprios temas para as escritas femininas eram previamente determinados ou limitados pelo meio literário essencialmente masculino (temas como amor ou como a vida doméstica, reduzindo o papel da mulher à família e à comunidade) e essa mesma determinação servia como razão para criticar as mulheres por escreverem somente sobre esses assuntos, criando estereótipos que ditavam que mulheres só escreviam (e só podiam escrever) “romances leves” – obrigando as escritoras a esconderem seu gênero a fim de terem suas obras ao menos lidas. As escritoras eram vistas primeiro como mulheres, depois como artistas, tendo suas capacidades cerceadas e diminuídas pelos valores sociais vigentes.  A vocação para a escrita exigia praticamente que as mulheres “transcendessem” sua identidade feminina, pois, como atividade e como carreira, uma mulher dedicar-se à literatura soava egoísta, não-feminino e até mesmo não-cristão.  Por conta disso, muitas grandes escritoras permaneceram no anonimato; muitos grandes nomes foram perdidos, muitas obras renegadas para serem aceitas apenas posteriormente – ou postumamente. A produção literária desse período foi inovadora e importantíssima para a escrita feminina, abrindo caminho para novas possibilidades e trazendo grandes nomes até a atualidade.

“The feminist phase”:
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A “fase feminista” da literatura feminina coincide, como o próprio nome sugere, com o despontar do feminismo, principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos. O “feminismo de primeira onda”, como chamado posteriormente, surge por volta de 1880 e tem como foco a conquista dos direitos políticos – sobretudo o sufrágio feminino. Na literatura, a influência do feminismo marca uma fase de protesto, na qual as autoras se rebelaram contra os valores patriarcais prevalecentes, e, abandonando os estereótipos vitorianos, começaram a explorar os papéis das mulheres enquanto classe; sua posição na família, no trabalho, na sociedade em geral. As autoras passaram a desafiar as restrições impostas às mulheres, refletindo suas demandas de mudanças sociais e políticas implícita ou explicitamente em suas obras, questionando o monopólio masculino na literatura. A “fase feminista” contou como uma “declaração de independência” da tradição feminina na literatura, marcada pela exigência de autonomia por parte das escritoras e uma originalidade nas produções que abriu caminho para novos temas, a serem abordados por escritoras futuras. Militantes sufragistas como Sarah Grand, George Egerton e Elizabeth Robins escreveram importantes obras durante essa fase de protesto que, mesmo que para Showalter tenham sido mais mensagens que obras essencialmente artísticas, inauguraram a exploração de uma identidade, teoria e estética literária femininas. O fim do século 19 testemunhou um intenso debate sobre a posição das mulheres na sociedade. Elas, portanto, passaram a questionar não só seus direitos sobre a propriedade, sobre a custódia de seus filhos, sua cidadania e sobre seus próprios corpos, como também  demandaram espaço ao lado dos homens no mundo das letras – a fim de contribuir com sua cultura e fazer com que suas próprias opiniões e histórias fossem ouvidas.

“The female phase”:
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Por fim, a “female phase” de Elaine Showalter é marcada pela busca das autoras por suas próprias vozes e identidades – uma fase de ‘autodescobertas’ a respeito da identidade e da estética literária feminina. As escritoras dessa fase, segundo Elaine “aplicaram as análises culturais das feministas [que as antecederam] em palavras, frases e estruturas da linguagem em suas obras”.  Uma das escritoras desse período é Virginia Woolf, aclamada e considerada responsável por revolucionar o papel feminino na literatura. A partir de 1960, com a “segunda onda” do feminismo, a análise social do papel feminino e as demandas feministas ultrapassaram os direitos políticos e alcançaram diversas áreas das vivências femininas, como o questionamento do conceito de família, igualdade no trabalho e exploração da sexualidade. As escritoras, a partir de então, passam a subverter e explorar tabus, e “raiva e sexualidade passam a ser aceitos… como fontes de poder criativo feminino”.


As análises das fases da literatura feminina nos levam a questionar, portanto, os rumos da literatura atual. Embora se possa perceber o progresso, a literatura ainda não é um espaço igualitário. Na literatura brasileira contemporânea, por exemplo, em uma pesquisa feita com 258 romances, publicados de 1990 a 2004, constatou-se que os autores são, em maioria, brancos (93,9%), homens (72,7%), de classe média e moradores de regiões privilegiadas como Rio de Janeiro (47,3%) e São Paulo (21,2%). Em relação aos personagens presentes nessas obras, a maioria é de homens (62,1%), heterossexuais (81%). Os personagens negros são apenas 7,9% e suas vozes são limitadas: são apenas 5,8% dos protagonistas e 2,7% dos narradores. Essa tendência, longe de ser restrita, se repete a nível mundial.
Em contrapartida ao meio editorial que ainda concede privilégios a determinados grupos, na literatura moderna e contemporânea acompanhamos a ascendência das personagens femininas. No nicho juvenil, principalmente, é notório o aumento da importância que passa a ser dada às histórias das mulheres, mesmo que como personagens secundárias. Acompanhamos figuras cada vez mais fortes e independentes que cativam e conquistam protagonismo, inspirando as gerações atuais e derrubando pré-conceitos que recaem sobre as figuras femininas em determinados gêneros literários (aventura, ficção científica e afins). As personagens quebram tabus e estereótipos, cada vez mais humanizadas e visíveis, enquanto autoras produzem best sellers e deixam suas marcas na história da literatura.
Adentrar espaços antes inacessíveis é, definitivamente, para as minorias sociais, uma conquista. A presença e participação na mídia de uma forma geral é uma ferramenta essencial de transformação; a representatividade é inspiradora e a igualdade, em todos os meios, é absolutamente necessária. Em homenagem às Mrs. e anônimas vitorianas, devemos questionar e pontuar os problemas do meio literário atual. Espera-se que, assim, cada vez mais autoras possam ter e dar voz a personagens, mulheres, protagonistas independentes de suas próprias histórias. Afinal, como disse Virginia Woolf: “Tranque suas bibliotecas, se quiser; mas não há portão, nem fechadura, nem trinco que você consiga colocar na liberdade da minha mente.”

TEMOS QUE ACABAR COM BLOGS DE ÓDIO E QUE ENSINAM A ESTUPRAR MOÇAS NEGRAS

Tenho nojo de ter que publicar determinado material, mas temos avisar e alertar das coisas horrorosas que acontecem todo dia debaixo de nosso nariz e o Judiciário não toma providências. Caras que cometem crimes e ficam impunes. Abaixo um reportagem revelando tudo para esclarecimento da sociedade e para que denunciem sempre, fiquem denunciando até que este estupradores sejam novamente presos e fiquem na cadeia.

POR FAVOR, DENUNCIEM, COMENTEM, NÃO DEIXE ESTE ABSURDO, ESTES CRIMONOSOS FICAREM SOLTOS.... AMIGAS FEMINISTAS, ABRAM A BOCA, PUBLIQUEM NAS REDES SOCIAIS, FAÇAM ABAIXO ASSINADO....

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/08/eles-defendem-legalizacao-do-estupro-e-da-pedofilia-e-continuam-impunes.html
Gangue que defende a legalização do estupro, o estupro corretivo para lésbicas, o assassinato de negros e gays e a pedofilia “só com meninas” atua impune na internet e desafia a polícia
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LEGENDA: Emerson Rodrigues (esq) e Marcelo Valle foram indiciados por incitação ao crime, discriminação racial e divulgação de imagens de conteúdo pornográfico juvenil. Condenados a 6 anos de prisão, ficaram apenas 1 ano presos e continuam a cometer crimes na internet (Pragmatismo Político)


Eles defendem a “legalização do estupro”, o estupro corretivo para lésbicas, o assassinato de negros e gays, a pedofilia (só com meninas, afinal, para eles, uma garota de 12 anos já sabe o que está fazendo), crueldade contra animais, e toda sorte de condutas repugnantes.Usam, há anos, a internet como caminho para espalhar suas mensagens de ódio e, esta semana, um dos seguidores dos chamados “Mascus” (de masculinistas) ganhou os holofotes ao publicar um guia de como estuprar garotas. Envolveu a Unesp (Universidade Estadual Paulista), que seria usada como “campo de teste”, e acendeu o alerta na Polícia Federal.

Mas o jovem Robson Otto é só mais um rosto mascarado em uma teia que incita a violência, preferencialmente contra mulheres, e age nas caladas dos chans (fóruns anônimos), e dos blogs de ódio. Ele não está sozinho nisso. Até abril de 2011, estava ativo o Silvio Koerich, o maior blog mascu da internet brasileira. 
No entanto, com o massacre de Realengo e a investigação da Polícia Federal, com a suspeita de que Wellington Menezes de Oliveira (que abriu fogo contra os alunos de uma escola no Rio, matando 12 deles, a maioria meninas) pudesse ter sido incitado ao crime por esses grupos, Silvio Koerich saiu do ar. 

O silêncio durou pouco. Emerson Rodrigues, vulgo Engenheiro Emerson, de Curitiba, e Marcelo Valle, de Brasília, elevaram à terceira potência o que já era um blog de ódio e reativaram o Silvio Koerich, desta vez com ameaças de morte (especialmente contra o deputado Federal e militante gay Jean Wyllys do PSOL-RJ), e o projeto de cometer um atentado na Universidade de Brasília. “Encomendaremos a morte de Jean”, chegaram a postar. 
A casa caiu para eles quando a Polícia Federal, na Operação Intolerância, prendeu os dois jovens de classe média em março de 2012. Emerson Eduardo Rodrigues, então com 32 anos, e Marcelo Valle Silveira Mello, aos 26, foram detidos em Curitiba após mais de 70 mil denúncias de internautas, da sociedade civil e de representação das Secretarias de Proteção à Mulher e de Direitos Humanos da Presidência. A operação teve o apoio até da Polícia Federal americana (o FBI). conteúdo que vinculavam já era exatamente igual aos que apareceram nos blogs que viralizaram nos últimos dias. 

Segundo Lola Aronovich, autora do blog feminista Escreva Lola Escreva, e professora do Departamento de Letras Estrangeiras da Universidade Federal do Ceará, que já foi várias vezes vítima de ameaças do grupo, eles apenas replicam as postagens, que já existiam desde a época do Orkut. 
— Eu sou ameaçada por eles desde 2011, já fiz três boletins de ocorrência, o último foi perto do réveillon de 2014. Envio muitos prints para a Polícia Federal, mas, só agora, recebi um contato da divisão de direitos humanos. Eles sabem muito bem quem são essas pessoas. 

Segundo Lola, já havia várias comunidades no Orkut, algumas festejando a morte de Elóa(assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves), outras ensinando como dopar meninas para estuprá-las. São os mesmos posts que a gente está vendo agora, só regurgitando o discurso de ódio. Mas eram comunidades pequenas, fechadas, não chamavam tanto a atenção. 
Mentores do ódio
A trajetória criminosa de Marcelo Mello teve início em 2005, quando ele publicou, no Orkut, ofensas contra negros em um fórum da Universidade de Brasília (UnB). 
Foi processado e condenado, em 2009, a um ano e dois meses de prisão. Recorreu da decisão alegando insanidade e não passou um dia sequer na cadeia. 

Em 2012, Rodrigues e Mello viviam falando que iriam cometer um atentado na UnB. Quando foram presos, havia com eles um mapa da universidade. Indiciados por incitação ao crime, discriminação racial e divulgação de imagens de conteúdo pornográfico juvenil, desta vez não foram soltos no dia seguinte. Entraram com recurso, mas foram condenados a 6 anos e meio de detenção. Ficaram um ano presos. 
Saíram em maio de 2013, e quem monitora esse lamaçal da internet garante que voltaram à ativa. 
Emerson conseguiu se casar enquanto estava na prisão e teve uma filha. Essa menina está com 3 anos e hoje é vítima de montagens grotescas de estupro entre os desafetos que angariou dentro do próprio grupo, Marcelo entre eles. 
Emerson posa de perseguido e se diz injustiçado. No blog denunciado esta semana, como de autoria de Robson Otto, aparece uma foto de Emerson segurando o livro de Adolf Hitler. 

Segundo Lola Aronovich, Marcelo Mello é um ícone entre os chaners. Começou um novo chan e vive falando da estadia dele na prisão. Com quase 30 anos, é um cara rico, com um secto de seguidores que o idolatram. 

A mãe de Marcelo, Rosita Moreira, que já chegou a fazer contra ele um boletim de ocorrência por agressão, garante que o filho foi vítima de acusações levianas e já pagou pelo que fez. Sem querer comentar o assunto, se disse muito abalada com tudo o que aconteceu, mas defendeu o rapaz. 

— Ele não tem essas ideias. Ele foi forçado. Foi um exagero, ele acabou sendo vítima de acusações levianas. Ele já pagou a pena dele à Justiça. Ele está em liberdade, estudando Direito e levando uma vida normal.

Fóruns anônimos alimentam os blogs
Não é o que parece. Quem monitora os chans aposta que é Marcelo Vale Silveira Mello o cérebro por trás dos blogs de ódio. Marcelo assina como Psy, Batoré, e com o próprio nome. De acordo com as denúncias de Lola Aronovich, ele fez outros sites com o mesmo conteúdo, como o Homens de Bem, Tio Astolfo e o Pua Hate. 
Fez alianças com um tal de Gustavo Guerra, do Rio Grande do Sul, o criador da página Eu não mereço mulher preta, que horrorizou o Facebook. Desfez outras, como a que um dia teve com Emerson. Mas, como em toda gangue, há brigas internas. Caue Felchar, aluno da Unesp, indicado como autor do blog de ódio que tomou o lugar da página de Otto esta semana, é a bola da vez, assim como Robson. 

Juram que fazem tudo pela piada, mas desafiam a Polícia Federal e dão risada das denúncias. Os especialistas avaliam que faltam ferramentas no Direito Penal para coibir a ação desses bandidosvirtuais. Enquanto isso, eles seguem nos chans planejando ataques contra quem consideram inimigos, ou seja, a sociedade como um todo. A denúncia é o melhor contra-ataque. Se você teve contato com páginas semelhantes, denuncie para a Polícia Federal aqui






domingo, 26 de julho de 2015

Mulheres negras escritoras, transgressoras da hegemonia branca na literatura brasileira

Como sou assídua estudiosa, especialista e doutora em literatura de autoria feminina, não poderia deixar de falar de novas escritoras negras no Brasil. Descobri esta matéria no Portal Galedés, que é dos melhores em tratar das mulheres negras e suas condições de vida.
Por ocasião das comorações do dia nacional das mulheres negras, o Portal Galedés prestou uma homenagem às mulheres negras que são escritora num país aonde impera o machismo no mercado de livros e favorecimento de autores em detrimento das mulheres. Assim, além de mulher, ainda sendo negra, estas autores são consideradas transgressoras do hegemonia branca na literatura brasileira.

A linhagem das Carolinas: a mulher negra que escreve já é uma transgressora
FONTE: http://www.geledes.org.br/a-linhagem-das-carolinas-a-mulher-negra-que-escreve-ja-e-uma-transgressora/#gs.1b6a964b9afb426484f6b0754a5f4d9f

Ao reunir Teresa Cárdenas, Fernanda Felisberto, Yasmin Thayná e Eliane Gonçalves numa mesa em torno do tema “ Rotas e Roteiros: produção audiovisual e literatura”, temos a oportunidade de navegar juntas por mares a desbravar e firmar portos para que outras mulheres tenham a oportunidade de publicar e serem lidas, multiplicando nossas vozes únicas. Parafraseando a canção de baianos do Recôncavo, cantada por Bethânia, essa mesa é um convite: “vou aprender a ler pra ensinar minhas camaradas”.
por Daniela Luciana no Afrolatinas
Escrever não é coisa que se escolha, é escolha que se concretiza, para além de dom e oportunidade.  A mulher negra que escreve torna essa frase mais complexa, pois o concretizar-se de sua escrita pública – em geral – atende a um longo e penoso percurso por caminhos nos quais não há incentivo, tradicionalmente. A escritora e poetisa Cristiane Sobral, na minha visão pessoal, sintetizou essa escolha num poema já famoso e inspirador, “Não vou mais lavar os pratos”.
A brasiliense inscreve na própria obra o nosso momento de libertação para a leitura e escrita, nessa frase literal que se preenche de simbólico ao longo do poema. Eu, mulher negra, saio do lugar que me deram de cuidadora, provedora, ser que faz, para o lugar que escolhi, de produtora de sentidos, de manipuladora do estético, de feiticeira das palavras.
O exercício da leitura, prática indicada para aprimorar e estimular a escrita, não é acessível para a maioria das mulheres negras por diversos motivos. Um deles, bem indicado por Sobral, é que precisamos usar o tempo para tarefas domésticas por uma tradição quase universal, nosso lugar inescapável há bem pouco tempo e parte de um ideário contra o qual ainda lutamos.
No caso da mulher negra, acessar a leitura é ainda mais complicado, por questões econômicas, valores culturais e familiares, onde ler é um hábito visto ainda como uso improdutivo do tempo, lazer supérfluo, em muitos espaços onde há tanto para se fazer, como se ler não fosse um importante fazer.
Acrescemos a isso o fato que o acesso a outras escritoras negras é também restrito e a formação pode ser boa, mas baseada em origem branca, masculina, ocidental. Cada mulher negra que escreve o faz contra o cânone, contra o estabelecido, contra o esperado e transgride, mesmo que nunca seja publicada ou reconhecida. Mesmo que seus temas não sejam de esquerda ou lidos como libertários, ela transgride no ato de usar seu tempo para criar textos quando foi parte da maioria de analfabetos em países colonizados há alguns séculos.
A emergência das redes sociais abre possibilidades para que mais mulheres escrevam e se leiam diariamente, acessem autoras e suas obras num modelo de consumo mais econômico e capilarizado. Além de compartilharem impressões e reflexões sobre o que leem, mais gente negra lê e escreve para outros lerem que há dez anos e essa circularidade de ideias/temas/reflexões traz impactos que ainda não podemos dimensionar. Ao meu ver é um momento de reconexão da oralidade, um bate-tambor virtual que a todas nós toca e ainda surpreende.
Romper com o fechado mercado editorial brasileiro, a forma e espaços elitistas das feiras literárias, o acúmulo de papéis que obriga escritoras a desenvolverem o trabalho literário em paralelo a outras atividades que gerem renda é o grande desafio de hoje. Ainda é insatisfatório, para todas nós, o número de escritoras publicadas, os textos disponíveis no mercado a partir das integrantes da linhagem de Carolina de Jesus. Mas, inspiradas em outras desbravadoras de mares literários, caminharemos em partilha, não nos impedirão de ser quem somos e avançar.

Daniela Luciana, integrante da Irmandade Pretas Candangas e do coletivo literário Ogum´s Toques, mantém o blog Caleidoscópio Mutante

Lançamento de livro sobre as Áfricas

No dia 10 de junho de 2015, veio a lume um importante livros sobre as questões da negritude e sobre a África, precisamos trazer esta obra ao Acre e quem sabe fazer por aqui um novo lançamento do
excelente livro de Gabriel Ambrósio, e seria uma ótima oportunidade de conhecer o autor....
O livro Áfricas ocultas vem oportunamente, em tempos de combate ao racismo, tirar do silenciamento o discurso de homens e mulheres por tantos século calados e escravizados pela raça branca.
Abaixo fotos do lançamento de livro de Gabriel Ambrósio, que esperamos que ele goste de ver republicadas aqui, no intuito somente de ajudar a divulgar a obra, mas as fotos foram originalmente publicadas em sua página no Facebook, que recomendamos fortemente visitar: 
https://www.facebook.com/MavendaNuniYaAfrica



As fotos são para mais gente possa conhecer o jovem autor e agora quero mesmo é comprar um exemplar para mim e começar a ler imediatamente, parabéns Gabriel Ambrósio.

A emoção por trás das desigualdades, por Gabriel Ambrósio

Olá gente,
Procurando novidades para o Blog, que pudessem enriquecer as comemorações do dia 25 de julho - Dia das Mulheres Negras e achei um site incrível sobre coisas da África, que eu recomendo, visite hoje mesmo, muita matéria interessante e esclarecedoras...

http://www.pordentrodaafrica.com

Não resisti a colocar aqui uma crônica pra lá de relevante para levantar reflexões e debates sobre raça, racismo, mulheres negras. A crônica pode ser visitada no link abaixo, para que todos fiquem por dentro da África, abraços.

Meninas negras feitas escravas domésticas e sexuais na região central do Brasil

Recebi no Facebook um link para esta matéria impactante e para a qual o governo federal precisa dar atenção e tomar uma providência, fiquei estarrecida e não poderia deixar de partilhar....

FONTE: http://negrobelchior.cartacapital.com.br/2015/06/15/meninas-negras-sao-feitas-escravas-domesticas-e-sexuais-na-regiao-central-do-brasil/

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Por Douglas Belchior, Com informações do R7 Notícias

Quando lembramos que o fim da escravidão –  há 127 anos -, o advento da República, e a própria democracia não significaram mudanças nas estruturas do status quo, tampouco oportunidades iguais e justiça à população negra brasileira, ainda há quem chame de exagero, critique tais afirmações e acuse o movimento negro e quem defende políticas reparatórias de “vitimistas”.

Poucas vezes meios de comunicação da chamada “grande mídia” brasileira abrem espaços para a demonstração de quão a sociedade está muito mais próxima da escravidão do que de uma democracia real. Na noite de segunda-feira 15, a Rede Record promoveu um desses momentos de exceção, ao trazer à tona a gravíssima denúncia de opressão de meninas negras quilombolas, tratadas, em pleno ano de 2015, como escravas domésticas e sexuais, na região central do Brasil.


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Esse tema, sim, deveria chamar a atenção do Congresso Nacional e de toda a sociedade brasileira, e não a falsa polêmica em torno da redução da maioridade penal e da destruição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que, se fosse efetivado, protegeria a vida e a dignidade da juventude.

Jornalismo da Record revela escravidão doméstica e sexual de crianças negras e pobres

A reportagem revelou ao país a monstruosa realidade a qual crianças negras e pobres da comunidade quilombola dos Kalunga, localizada no território de 3 municípios do Estado de Goiás (Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás), são submetidas há muitos anos.

Empregadas no trabalho doméstico, exploradas no trabalho infantil e escravas sexuais dos patrões, homens brancos. Esta é a realidade vivida por muitas crianças e, ao que parece, desde sempre, ao lado do poder central do país.


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Meninas, de 9 a 14 anos de idade, exploradas de todas as formas por aqueles que deveriam protegê-las. Famílias abandonadas e coagidas, estruturas de Conselhos Tutelares e defensores de direitos humanos completamente degradados e frágeis. Descaso de governantes. Uma realidade ainda muito comum em especial nos rincões do nosso país, onde permanecemos no século 19.

“O velho coronelismo interiorano ainda rege nosso município”, diz uma das Conselheiras Tutelares da região. “Não temos formação, preparo e condições de intervir.”


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“A gente tem conhecimento de 57 denúncias, mas na verdade a prática da exploração de crianças negras vem de tanto tempo e de uma forma tão ‘normal’ para aquelas pessoas que o número de casos pode ser muito maior”, diz em vídeo Marcelo Magalhães, editor da reportagem.

Para o repórter Lúcio Sturm, a história de Dalila foi a mais forte: “Ela foi escravizada numa casa, chegou a dormir numa casinha de cachorro. Durante 18 anos ela aguentou essa dor de uma criança abusada, explorada, sozinha em silêncio”, relata.

E as palavras da própria ‘Dalila': “Ela só pegou a coberta, jogou pra mim e disse: vai dormir lá na casinha com ele [cachorro]”

O apresentador do programa, Domingos Meirelles, em vídeo de bastidores reconhece: “Eu tenho 50 anos de profissão e não me lembro, ao longo da minha vida profissional, de ter visto uma história tão chocante quanto essa”.


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Um ódio, misturado a dúvidas e certezas me agonia o pensamento: como é possível, num país que não alcançou o nível básico de proteção e dignidade à vida de meninas, crianças de 8, 9, 11, 14 anos de idade, discutirmos a destruição da maior legislação de proteção, o ECA? Que espécie de país é esse que naturaliza, banaliza e estimula, por ações e omissões, o estupro coletivo de suas crianças? E que moral têm os senhores engravatados, alimentados por altos salários, corruptos, hereges legislativos que em nome de Deus, da moral, da família, ou mesmo, hipócritas, em nome da história da luta por direitos sociais, “vermelhos-comunais”, que gestam a burocracia, arrotam status, se engalfinham por holofotes e se justificam na burocracia do executivo, dos ministérios, secretarias e conselhos, como o que eu participo, por exemplo – o Conanda – ineficaz, moroso e vergonhoso que é. Que moral?

Talvez a moral do escárnio.

Isso é Brasil: O país do racismo explícito. O país da escravidão continuada.

Assista AQUI o Vídeo 1 – Chamada

Assista AQUI o Vídeo 2 – Bastidores

Assista AQUI o Vídeo 3 – Relatos


Você sabe quem foi Tereza de Benguela? Dia 25 de julho - DIA NACIONAL DA MULHER NEGRA

VOCÊ SABE QUEM FOI TEREZA DE BENGUELA?
TEXTO DE JARID ARRAES
FONTE: http://www.revistaforum.com.br/questaodegenero/2015/07/25/voce-sabe-quem-foi-tereza-de-benguela/
No Brasil, o dia 25 de Julho é o Dia Nacional de Tereza de Benguela; na América Latina e no Caribe, é o dia da Mulher Negra. A data é, no entanto, pouco mencionada pela mídia, assim como pouco se fala da vida da líder quilombola Tereza de Benguela. Saiba mais sobre sua história no cordel escrito por mim publicado abaixo. Para conhecer outros cordéis biográficos, visite minha página: www.jaridarraes.com/cordel
TEREZA DE BENGUELA
Na história do Brasil
Nas escolas ensinada
Aprendemos a mentira
Que nos é sempre contada
Sobre o povo negro e índio
Sobre a gente escravizada.
Nos contaram que escravos
Não lutavam nem tentavam
Conquistar a liberdade
Que eles tanto almejavam
E por isso só passivos
Os escravos se ficavam.
Ô mentira catimboza
Me dá nojo de pensar
Pois o povo negro tinha
Muita força exemplar
E com muita inteligência
Sempre estavam a lutar.
Um exemplo muito grande
É Tereza de Benguela
A rainha de um quilombo
Que mantinha uma querela
Contra o branco opressor
Sem aceite de tutela.
No estado Mato Grosso
Tinha o tal Quariterê
Um quilombo importante
Para livre se viver
Cooperando em coletivo
Guerreando pra vencer.
José Piolho era o marido
Mas chegou a falecer
Então Tereza de Benguela
Veio pois rainha a ser
Liderando com firmeza
Na certeza de crescer.
No quilombo liderado
Era possível encontrar
Estrutura de política
Que seria de invejar
E a administração
Também era exemplar.
Tinha armas poderosas
Pra lutar e resistir
Com talento pra forjar
Se botavam a fundir
Objetos muito úteis
Para a vida construir.
As algemas e outros ferros
Que serviam de prisão
Lá na forja transformavam
Pra outra utilização
E com muita habilidade
Tinham outra intenção.
O quilombo tinha armas
Pela troca ou por resgate
E com muita resistência
Suportavam esse embate
Libertando muita gente
Pela via do combate.
O sistema muito rico
Tinha até um parlamento
E também um conselheiro
Pra rainha embasamento
Que exemplo grandioso
Era o gerenciamento!
Além disso ainda tinha
O plantio de algodão
E também lá se tecia
Pra comercialização
Os tecidos que vendiam
Fora da quilombação.
As comidas do quilombo
Que ali eram plantadas
Dividas entre todos
Também comercializadas
Tudo aquilo que sobrava
Para venda enviadas.
Tinha milho e macaxeira
E também tinha feijão
Sem esquecer a banana
Com fins de alimentação
E as sobras, como disse
Pra comercialização.
Foi por isso que Tereza
Duas décadas reinou
Com a força do quilombo
Que com garra liderou
E por isso pra história
A rainha então ficou.
Em 1770
Quariterê foi atacado
Por Luiz Pinto de Souza
o Coutinho era enviado
Pelo sistema escravista
O quilombo era acabado.
A população de negros
Setenta e nova se contavam
E a população de índios
Tinham trinta que restavam
Foram presos, foram mortos
Pelos que assassinavam.
De acordo com o registro
Tereza foi capturada
Mas depois de poucos dias
A rainha adoentada
Acabou-se falecendo
Da mazela ali tomada.
E os brancos matadores
A cabeça lhe cortaram
Exibindo em alto poste
Pra mostrar aos que ficaram
A maldade desses brancos
Que do racismo enricaram.
Na história brasileira
Ela deve ser lembrada
Como uma grande heroína
Para sempre memorada
Pela sua força e mente
Sempre homenageada.
Dia 25 de Julho
É o dia de lembrar
De Tereza de Benguela
Pois rainha exemplar
Foi durante sua vida
Sem jamais silenciar.
Que exemplo inspirador
Que mulher tão imponente
Foi Tereza de Benguela
Uma deusa para a gente
Que até hoje não desiste
Dessa luta pertinente.
Me revolta esse país
Que não fala na história
Dos seus feitos grandiosos
E de toda a sua glória
O silêncio é explicado
Pela vil racista escória.
É por isso que escrevo
Mulher negra também sou
E registro de Tereza
O legado que ficou
Pois bem poderosamente
A Tereza aqui reinou.
Faço humilde reverência
E saúdo a sua história
Agradeço pela luta
Que me foi dedicatória
Ao racista esquecimento
Faço uma denegatória.
Mulher negra de coragem
E também de inteligência
Com talento e liderança
Com imensa sapiência
Foi Tereza de Benguela
Fonte de resiliência.
Que seus feitos importantes
Não mais sejam esquecidos
Que o racismo asqueroso
Não lhes deixe escondidos
Pois são para o povo negro
Exemplos fortalecidos.
Oh Tereza de Benguela!
Nosso espelho ancestral
Sua alma ainda vive
E entre nós é maioral
Nós honramos sua luta
Sua força atemporal!
FIM
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Diga não aos maus tratos aos Cavalos!




Hoje está acontencendo a Abertura da EXPOACRE, feira Agro-pecuária de Rio Branco e todo ano, na cavalgada de abertura ocorrem maus tratos aos cavalos, que ficam horas no desfile da cavalgada sem beber água, carregando duas pessoas ou mais peso; sem veterinário acompanhando o percurso, sem fiscalização.

Mas em 2015, foi feito um abaixo assinado no site da Change que angariou quase 6 mil assinaturas em uma semana e as coisas começaram a mudar. Ainda não conseguimos acabar com a cavalgada, e retirar os cavalos deste desfile de abertura que poderia muito bem ser feito somente com carros, motos e quadricículos, posto que existe muita bebedeira, bagunça, e gente festando, sem nem se importar com o bem estar do animais e todo ano morrem cavalos, desmaiam de sede e de exaustão. Temos que acabar com esta falta de respeito, de amor e consideração com seres vivos que sentem dor, medo, susto, cansaço, sede como qualquer um de nós.

O abaixo assinado foi encerrado, mas em 2016, continuaremos lutando. E sempre é bom registrar que o abaixo assinado teve grande repercussão, incomodou e sacudiu a sociedade inteira e o Ministério Público do Estado do Acre tomou as devidas providências e decretou normas e regras para a Cavalgada 2015. A entidade protetoras de animais abraçaram a campanha de proteger os cavalos na Cavalgada 2015 e garantir sua seguranças e bem estar e estiveram presente nas reuniões com o Ministério Público. Este ano só puderam participar do desfile da cavalgada os cavalos devidamente vacinados contra a anemia equina e cujos donos fossem levar os documentos comprovantes e fazer inscrições da Secretaria de Turismo e Lazer do Estado do Acre, sediada na Arena da Floresta. Rapazes e moças, voluntários, trabalharam em turnos das 8 ao meio dia e das 14 às 18 horas, durante toda a semana que antecedeu o evento, fazendo as inscrições, eu mesma participei na tarde da quinta feira, dia 23 de julho de 2015. Foto abaixo.

Rapazes e moça de bom senso e amor aos animais foram voluntários para fiscalizar todo o percurso da Cavalgada 2015 e que receberam treinamento pelo Dr. Ewerton, na quinta feira, pela manhã no Centro de Zoonoses e na sexta feira, tb pela manhã em fazenda nas adjacências de Rio Branco, um curso preparatório de como manejar animais de grande porte. 

Eles estão em todos os pontos estratégicos da cavalgada deste domingo 26 de julho. São jovens de caráter e coração solidário, parabéns a todos, e eles foram convocados pela Sociedade Amor a 4 Patas e pela entidade Patinhas Carentes, de parabéns por todo o esforço em ajuda e proteção aos cavalos do desfile. Fotos e vídeos do treinamento estão colocados abaixo:

 

 

Rumo a mundo diferente, de amor e respeito aos animais e de solidariedade e amor entre seres humanos que tb se respeitam e caminham juntos. Que esta cavalgada seja o início de uma nova era tantos para os cavalos como para a sociedade que começa a compreender. Meus sinceros agradecimentos a todos que assinaram o abaixo assinado pela retirada dos cavalos e fim da cavalgada, em 2016, a luta continua e contamos com todos vcs novamente. Obrigada. Sucesso e avante!!!