quarta-feira, 4 de setembro de 2013

IV JORNADA DE ESTUDOS DE GÊNERO

Estamos colocando no ar mais uma edição das nossas Jornadas de Gênero, sob os auspícios do NEGA - Núcleo de Estudos de Gênero na Amazônia.


Na edição desse ano, vamos prestigiar o segmento social da GLBT, visto que todas as outras edições das Jornadas sempre trabalhamos raça, gênero, violência contra a mulher e violência de gênero. Agora é a vez de nos juntar a outras minorias também vítimas de preconceitos, perseguições e violências de todo o tipo. Assim, portas abertas é diversidade, pela primeira vez tema de simpósio da UFAC.

Outra linha de trabalho, prestigiando o novo mestrado da UFAC, o PROFLETRAS - Mestrado Profissional em Letras, será a do ensino de Letras e as tecnologias de ensino, gerando o título desse ano para as Jornadas de IV Jornada de Estudos de Gênero e Literatura: o ensino de literatura e linguagem - militâncias e as novas tecnologias.

As inscrições de trabalho para as mesas de comunicação estão abertas até o dia 30 de setembro e basta preencher a ficha abaixo e enviar para nega.ufac@gmail.com

Simples assim, venha e participe:
Núcleo de Estudos de Gênero na Amazônia – NEGA/UFAC
IV JORNADA DE ESTUDOS DE GÊNERO: O ensino de Literatura e Linguagem – militâncias e as novas tecnologias.
16 a 18 de Outubro de 2013

UFAC – Campus Áulio Gélio – Pró-Reitoria de Extensão e Cultura
Rio Branco – AC - BRASIL

FICHA DE INSCRIÇÃO (com envio resumo de trabalhos somente até 20 de setembro e para participantes/ouvintes até 16 de outubro de 2013).


Nome completo (para fazer o certificado): ___________________________
End.:_______________________________
Bairro:______________ Cidade:_____________ Estado:__________ País: _________
CEP: _________ - ______
Telefone:
e-mail:________________________________


OBS: Para a apresentação de trabalhos de comunicação, para posterior publicação, é obrigatório o preenchimento dos itens a seguir:
Título da Comunicação: _________________________________
Titulação, IFES (entidade a que está vinculado/a) e email:

RESUMO: (máximo de 500 palavras, em Arial 12)



FAVOR: Enviar este ficha de inscrição para nega.ufac@gmail.com

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ESTATUTO DA MULHER

ESTATUTO DA MULHER (anônimo)


Art. I Fica decretado
                que a partir de agora
                vale a utopia.
                Valem os sonhos
                os possíveis e os impossíveis.
                E que eles se façam verdade
                e se desdobrem em luz
                no escuro de nossas incertezas.
Art. II Fica constituído,
                por decisão soberana,
                o Poder Feminino.
                Porque feminina é a Lei
                e feminina é a Justiça.
                A Liberdade é feminina;
                A Verdade, a Paz, a Igualdade,
                a luta, a conquista, a vitória;
               a paciência, a tolerância, a paixão;
               e feminina é a Esperança
               que nos permite confiar no futuro.
Art.III A partir de agora…
               Carolinas deixarão as janelas
               por onde o tempo passou …e elas não viram;
               e se atirarão à vida,
              fazendo sua própria história.
              Não mais “mulheres de Atenas
              que fustigadas não choram,
              se ajoelham, pedem, imploram
              mais duras penas, serenas.”
              A partir de agora, seremos todas Marias,
              de raça, de força, de gana;
              Marias com mania de terem fé na vida.
              Marias de nosso tempo,
              Marias de nossos dias.
Art. IV Fica decretado
              que, a partir de hoje,
             está banida dos dicionários
             a palavra violência
             pela inutilidade de seu uso.
             Os gestos serão suaves
            mesmo nas decisões mais fortes,
            porque a palavra será a grande espada
            na defesa dos direitos e da liberdade.
Art. V Nossas fichas registrarão:
            Nome: Joana… ou Maria;
            Idade: Não importa…
           Sonhos: …
           Negros ou brancos,
           homem ou mulher,
           viveremos os mesmos direitos,
          sonharemos os mesmos sonhos. . .
Art. VI Fica permitido o amor, sempre;
          e obrigatória a felicidade.
          As manhãs serão azuis.
          Não haverá filhos da miséria ou do medo
             Serão todos frutos do amor
             Porque a mulher só se deitará com o homem que ama.
Art. VII Por decreto irrevogável
             fica estabelecido
             o reinado permanente da justiça e da claridade.
             Haverá trabalho para todas
            e igualdade de salário;
            a saúde será um bem
            que passará de mãe para filho.
            A lei será cumprida e os direitos respeitados.
            À porta de cada escola brilhará um arco-íris
            envolvendo em cores e luz nossas crianças.
Art.VIII Fica proibido
            O desemprego, a discriminação.
            Fica proibida a velhice
            Porque seremos jovens de setenta, oitenta e cem anos.
           Somente a paciência, a temperança e a sabedoria
           Marcarão o tempo em nossas vidas.
Art. IX “Olharemos os gerânios nas janelas
           E contemplaremos as flores nos campos.
           Haverá sorriso nos rostos das crianças.”
Art. X Governos governarão!
           E ficará instituído, desde já, o Ministério da Vida
           Onde a dignidade substituirá o lucro
           E o cidadão será parte essencial de seu plano.
Art. XI E agora é definitivo…
          Mulheres,
          Tomem seus lugares,
          Respirem fundo,
          E alcem vôo na direção de seus sonhos!
          Revoguem-se as disposições em contrário!


Curso de Feminismo e Mulheres Negras - Notícias

Nesse dia 17 de julho de 2013, temos início ao Curso de Feminismo e Mulheres Negras, muito concorrido, com mais de 45 alunos e brilhantes palestras da professora Almerinda Cunha e Alzenir Rabelo Mendes. Os alunos atentos e interessados...


A professora Almerinda Cunha falou do marco legal, enfatizando a necessidade de lutar pela completa implementação da Lei 10.639 nas escolas. A lei foi criada em 2003, que exige o ensino de acultura e história dos Afro-descendentes nas escolas de ensino fundamental e médio e somente começou a ser implementada em 2009. Sendo que aqui no Acre, em 2013 ainda estamos lutando pelo cumprimento e implantação da lei nas escolas.

A professora Alzenir Rabelo Mendes discorreu sobre a Educação Popular no Acre, que atinge a maioria da população negra e mostrou lugares onde as aulas são em barracos improvisados, sem água para beber, sem luz, sem quaisquer recursos e ainda com turmas seriadas, num verdadeiro heroísmo daqueles que ministram as aulas em situação tão precária e extrema...

A professora Margarete Lopes falou das escritoras negras que conseguiram algum destaque no cenário literário nacional como Carolina de Jesus com seu diário Quarto de Despejo e a escritora Ana Maria Gonçalves que lançou o romance Um defeito de cor, em 2006, contando os tempos da escravidão através da fala de uma mulher negra, Kehinde.

O romance Um defeito de cor, de 952 páginas, vcs podem ler tudo a respeito no blog da escritora: “100 meias confissões da Aninha”  (http://anamariagoncalves.blogspot.com/).

Amanhã, dia 18 de julho o curso continua, na sala 05 do Bloco Jorge Kalume, das 8:30 às 12 horas.
PARTICIPEM !!!!

domingo, 14 de julho de 2013

Curso de FEMINISMO e MULHERES NEGRA pelo NEGA/UFAC

Em parceria com o Comitê de Organização da Quinzena da Mulher Negra, formado pelas seguintes organizações: SEMAM , FPEER/AC, SEPMULHER, SEJUV, CUT, SINTEAC, SEADPIR, CTSPN/SESACRE E SEMSA, SEMCAS, SINDOMESTICO,CDDEHP, CMDM, CEDIM, MMC, RAMH , CEPHCD, COMPIR, PASTORAL DO NEGRO e FASUBRA; estamos realizando de 17 a 19 de julho de 2013, um Curso de Feminismo e Mulheres Negras, com direito a certificado de Extensão da UFAC, para aqueles que tiverem 70 % de frequência. Vejam o banner:


Corra, que ainda temos vagas, mas são poucas e somente ganharão o KIT de participação aqueles que estiverem inscritos.
INSCRIÇÃO:
- Basta enviar NOME COMPLETO, para constar no certificado, endereço e telefone para o email nega.ufac@gmail.com
Cantora negra da Velha Guarda da Mangueira

Venham conhecer mais sobre as mulheres negras, sua história, contribuições e lugar de respeito em nossa sociedade. PARTICIPE e convide os amigas e amigas... DIVULGUEM!!!
OBRIGADA!!!
Professora Margarete Prado Lopes

QUINZENA DA MULHER NEGRA

TEMOS UMA PROGRAMAÇÃO  MUITO BEM PLANEJADA E MARAVILHOSA PARA A QUINZENA DA MULHER NEGRA. PARTICIPE!!!

QUINZENA DA MULHER NEGRA - DE 16 A 31/07/2013.
PARTICIPE E DIVULGUE.

Abertura da Quinzena da Mulher Negra -Dia 16/07 as 09h -Auditório da Prefeitura

Oficinas nos bairros sobre O MARCO LEGAL:Lei das Domésticas, P.N.S.P.N, Lei M. Penha,Lei 10.639 e 11.645, Estatuto da I.Racial,Rede de atendimento, SEMAM 16, 17, 18 ,19,23,29/07/2013. - A mobilização das comunidades será feita pelos CRAS;

Curso de extensão para Mulheres Negras de Rio Branco
Dias 17, 18 e 19 das 08h-12h; no auditório de Mestrado da UFAC;

Seminário com as Empregadas Domésticas para discutir a Lei das domésticas Dia 19/07 09h às 13h , no Palácio da Justiça. Presença da FENATRAD - Sra. Creuza Oliveira;

lll Encontro de Mulheres Negras em Xapuri Dia 23/07 das 14h as 18h no CEDUP;

V Encontro de Mulheres Negras de Rio Branco
Dia 25/07 das 14h às 18h no auditório do Colégio de Aplicação;

I Encontro de Mulheres Negras em Brasileia
Dia 26/07 das 14h as 18h no CEDUP;

Encontro de Sensibilização para funcionários/as da Área de Segurança Pública.
Dia 24/07 das 08h às 12h, no Auditório da Administração;

Criação do comitê do Programa JUVENTUDE VIVA
Dia 30/07 as 15h, no Auditório da Prefeitura de Rio Branco;

Seminário de sensibilização sobre saúde da População Negra para gestores/funcionários da Saúde.
Dia 31/07 das 08 às 12h e de 14h às 18h no auditório da Fazenda.


Comitê de coordenação da Quinzena da Mulher Negra: 
SEMAM , FPEER/AC, NEGA/UFAC, SEPMULHER ,SEJUV,CUT,SINTEAC, SEADPIR,CTSPN/ SESACRE E SEMSA, SEMCAS,SINDOMESTICO,CDDEHP,CMDM,CEDIM,MMC,RAMH ,CEPHCD, COMPIR, PASTORAL DO NEGRO,FASUBRA.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

QUEM é a ASSOCIAÇÃO de MULHERES PELA PAZ

Estamos recebendo a Associação de Mulheres pela PAZ, em visita ao Acre nos dias 5 a 7 de junho de 2013.

Conheça os nomes da diretoria, equipe executiva, sócios-fundadores da Associação Mulheres pela Paz.
Conselho Administrativo
Clara Charf (presidenta)
Clarice Herzog  (vice-presidenta)
Ivete Garcia
Fátima Pacheco Jordão
Jacira  Vieira de Melo
Laura Greenhalgh
Maria Amélia de Almeida Teles
Maria José Rosado Nunes
Mariluce Moura
Sílvia Pimentel
Diretora Executiva
Vera de Fátima Vieira
Diretora Adjunta
Benita Beatriz Accioli Cannabrava

Conselho Fiscal
Albertina de Oliveira Costa
Aparecida Sueli Carneiro
Eleonora Menecucci
Assistente de direção
Carolina Quesada
Sócios-fundadores:
  • Albertina Gomes de Oliveira Costa
  • Aparecida Sueli Carneiro
  • Benita Beatriz Accioli Cannabrava
  • Clara Charf
  • Clerice Herzog
  • Denise Gomide Carvalho
  • Dorrit Harazim
  • Eleonora Menecucci
  • Fátima Pacheco Jordão
  • Fernanda Pompeu
  • Ivete Garcia
  • Jacira Vieira Melo
  • Laura Greenhalgh
  • Margarida Genevois
  • Maria Amélia de Almeida Teles
  • Maria José Rosado Nunes
  • Maria Lígia Quartim Moraes
  • Mariluce Moura
  • Nilza Iraci
  • Patrícia Negrão
  • Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos
  • Rubens Naves
  • Sílvia Pimentel
  • Valéria Pandjiarjian
  • Vera de Fátima Vieira

Entrevista com Clara Charf contando a História da Associação das Mulheres pela Paz...

Toda História tem um Começo

O movimento Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo nasceu na Suíça. Sua primeira ação internacional foi a indicação coletiva de 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz de 2005. Cento e cinquenta países se fizeram representar.
Para continuar essa história, leia a entrevista com Clara Charf, presidenta da Associação Mulheres pela Paz.

Como foi o início do projeto?

Clara Charf – Um grupo de ativistas pelos direitos humanos da Suíça decidiu mapear, no mundo todo, mulheres que lutam pela paz e segurança humana e propor ao Comitê do Prêmio Nobel da Paz, sediado em Oslo, na Noruega, a inscrição de mil mulheres dos cinco continentes para concorrer, coletivamente, ao Prêmio Nobel da Paz em 2005. Para essa empreitada, elas reuniram vinte e três coordenadoras de diferentes países  Tive a honra de ser convidada, a partir da indicação de várias pessoas, para coordenar o Projeto no Brasil.

O que foi feito aqui?

Clara Charf – A Suíça estipulou uma cota de acordo com o número de habitantes de cada país. Ao Brasil, coube ao Brasil indicar 52 brasileiras que, ao lado de 948 mulheres de 150 países, concorreram coletivamente ao Prêmio. O grande desafio, portanto, era divulgar e receber indicações de mulheres de todo o país. Para isso, organizei um Comitê Executivo, formado por mulheres altamente reconhecidas em suas organizações  e profissões, que discutiu cada passo do processo. Eu e a jornalista Patrícia Negrão estruturamos um plano de ação para receber as indicações e fazer a seleção final. Em quatro meses, trabalhando com uma equipe enxuta e escassez de recursos materiais, recebemos 262 nomes, indicados por organizações e redes de mulheres, sindicatos, universidades, organizações governamentais e não governamentais e pessoas físicas. Contamos também com a participação da mídia, que ajudou a divulgar o projeto.

Das 262 mulheres indicadas, como chegaram às 52 finalistas?

Clara Charf – Montamos uma Comissão de Seleção, composta por mulheres e homens representativos de várias instâncias da vida brasileira Receberam um dossiê com a história das 262 indicadas e avaliaram o trabalho de cada uma delas. Em seguida, se reuniram para selecionar as 52 brasileiras.
Nossa preocupação foi contemplar mulheres das cinco regiões do país, de áreas de atuação distintas e  de diferentes segmentos – acadêmicas, cientistas, rurais, indígenas, quilombolas, religiosas, sindicalistas.

Qual foi o resultado?

Clara Charf – Apesar de sua grandiosidade, o Projeto 1000 Mulheres não ganhou o Prêmio Nobel da Paz 2005, que foi outorgado, naquele ano, para a Agência Internacional de Energia Atômica e para seu diretor, o egípcio Mohamed El Baradei. O Projeto, no entanto, foi tão bem sucedido e estruturou uma rede internacional de mulheres tão atuantes que ampliou seus objetivos.

O que está sendo feito desde então?

Clara Charf – Na Suíça, foi fundada a Associação Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, cujo objetivo é apoiar, fomentar e divulgar as ações das 1000 mulheres indicadas para o Prêmio Nobel e ampliar a rede. No Brasil, fizemos o livro Brasileiras Guerreiras da Paz com perfis e fotos das 52 brasileiras indicadas para o Prêmio e o lançamento em vários estados, além de exposição de fotos e textos das 1000 mulheres do mundo. Em 2008, fundamos, em São Paulo, a Associação Mulheres pela Paz.


Objetivos da Organização AMMP:

A Associação Mulheres pela Paz é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que objetiva fortalecer e divulgar a cultura da paz, por meio do desenvolvimento da igualdade de gênero, da cidadania e dos direitos humanos. Sua missão é pôr em rede ações de mulheres que acreditam que o exercício da paz se dá no cotidiano. Como princípio fundamental, a Associação Mulheres pela Paz não discrimina nenhuma pessoa por motivos de gênero, raça, classe social, idade, religião, opção sexual, preferência político-partidária.
Conheça outros objetivos da Associação
Objetivos principais da Associação Mulheres pela Paz:
  • Representar, no Brasil, o movimento internacional “1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo”, implementando projetos e ações.
  • Estimular o movimento de mulheres pacifistas no Brasil, trabalhando para que ele seja inclusivo e consoante ao movimento internacional
  • Reconhecer e divulgar ações de brasileiras na construção da paz, estimulando-as a se tornarem inspiradoras de novas ações fortalecedoras da igualdade de gênero e do acesso a oportunidades.
  • Difundir as culturas da paz, da justiça social e dos direitos humanos, por meio da não-violência, da tolerância e do respeito à diversidade, especialmente com relação ao gênero.
  • Viabilizar a participação de outras organizações interessadas, privilegiando a atuação de jovens
  • Assessorar instituições públicas ou privadas, nacionais e internacionais, nos campos da pesquisa, elaboração, implantação e avaliação de projetos.
  • Promover, patrocinar, organizar estudos, pesquisas, publicações, eventos, exposições, cursos, debates, seminários, conferências, congressos ou quaisquer outros tipos de materiais e debates relacionados à finalidade da Associação.
  • Realizar campanhas de mobilização e de esclarecimento da opinião pública sobre questões relacionadas aos objetivos da Associação.
  • Atuar ao lado dos poderes constituídos em âmbito federal, estadual e municipal visando observar e aperfeiçoar a legislação, projetos e políticas públicas no campo de atuação da Associação.
  • Analisar os avanços das metas da década, promovidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no âmbito nacional.
  •  Acompanhar a implementação

Leia mais no link abaixo, veja o vídeo, baixe o livro em PDF, entrevistas e matérias interessantes...
www.mulherespaz.org.br

Associação de Mulheres pela PAZ no Acre

A Secretaria de Políticas paras as Mulheres, através de sua dirigente Concita Maia, fez uma parceria com a Associação de Mulheres pela, ONG que luta no combate ao Tráfico Humano e Tráfico de Mulheres.
 
Da parceira resultou um Curso sobre Tráfico de mulheres e tráfico humano na tríplice fronteira, que está sendo realizada nos dias 6 e 7 de Junho, no Hotel Pinheiro, com a presença de representantes de cada secretaria municipal e estaduais, de todos os grupo e núcleos de Mulheres, dos CRAS e todas a entidade de assistência social de Rio Branco e do NEGA - Núcleo de Estudos de Gênero na Amazônia. Texto do convite:
 
..DA: Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres.
Para ser feliz: Políticas Públicas e Respeito!
Oficio Circular No 1 4/GABSEPMULHERES/201 3.
Rio Branco. 29 de maio de 2013.
 
Convidamos Vossa Senhoria para participar do evento "Redefinindo Paz - Tráfico de Mulheres e Violência Sexual" que ocorrerá:
. Dia 05 de Junho de 2013 - Painel Temático "Mulheres e Homens pela Paz e contra o Tráfico de Mulheres e violência Sexual" e lançamento do Livro "Mil Mulheres pela Paz ao redor do Mundo". Local: Memorial dos Autonomistas, das 19 às 22 horas;

. Dias 06 e 07 de junho de 2013 - Oficina Educação Popular Feminista: Tráfico de Mulheres e Violência Sexual, interconectados ao conceito de paz. Local: Pinheiro Palace Hotel, tendo início às 09 horas e termino as 17:30 horas.

Este é um evento internacional realizado pela Associação de Mulheres pela Paz e Governo do Estado do Acre e contará com representantes da Indonésia, Argentina e Uruguai, tem por finalidade discutir a grave problemática do tráfico de mulheres e da violência Sexual na tríplice fronteira Brasil, Bolívia e Peru, participarão aproximadamente
100 pessoas da Rede de Atendimento a Mulher, Movimentos Sociais e Mídias Locais.
 
 No dia 05 de junho, foi realizada a abertura dos eventos como se lê no convite acima, onde foi feito o lançamento do livro MULHERES  E HOMENS PELA PAZ, organizado pela grande feminista de 88 anos de idade Clara Charf, no Memorial dos Autonomistas:
 
Ilustração que faz parte da capa do livro
 
Esperamos que este seja o primeiro passo de uma luta séria e firme contra o Tráfico Humano e Tráfico de Mulheres no Acre. Eu já comprei meu livro e recomendo a leitura a todos.
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Reportagem da Revista VEJA

Fico estarrecida e super triste de ver estas coisas de ameaças de morte a mulheres continuar a acontecer no Acre... Falo po experiência própria, porque recebi cartas anônimas, com ameças de morte, em meu trabalho, no dia de meu aniversário, em fins de novembro de 2010... Naquele tempo, eu era diretora do Centro de Educação, Letras e Artes e incomodava a muitos por cumprir o meu dever sem titubear e por sempre respeitar a risca da Lei, meu lema era e é "Lei não se discute, cumpre-se!!!"
Os corruptos incomodados me perserguiram duramente dentro da UFAC, e ainda sofro perseguições veladas, diante do que posso falar de carteirinha deste momento da juíza Denise Bomfim, ameaçada por estar tão somente cumprindo o seu dever com competência de dentro dos ditames da lei. Deste modo, coloco a íntegra da notícia, conforme li na internet, no site - http://www.oaltoacre.com/index.php/desembargadora-denise-bonfim-sofre-ameacas-de-morte-denuncia-asmac/

Juíza denuncia ameaças e pede segurança pessoal no Acre

Magistrada foi informada sobre plano por outra juíza; fraudes envolvem integrantes do primeiro escalão do governo Tião Viana


 
A desembargadora Denise Castelo Bonfim, do Tribunal de Justiça do Acre, que analisa o inquérito da operação contra um cartel formado por empreiteiros com o apoio de integrantes do governo Tião Viana (PT), enviou um comunicado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um suposto plano para matá-la. A ameaça foi relatada por um preso.
A desembargadora solicitou segurança pessoal e pediu que os pedidos de liberdade dos acusados sejam julgados em Brasília.
No documento, a desembargadora relata que na tarde de segunda-feira foi comunicada pela juíza Luana Campos, da Vara de Execuções Penais do Acre, sobre um "possível planejamento" para matá-la. Um criminoso detido no presídio da Papudinha, onde estão treze dos quinze presos pela operação da Polícia Federal contra o cartel, afirmou ter ouvido comentários sobre um suposto atentado.
Leia também:Empresas suspeitas de fraudes financiaram petistas no ACTião Viana avisou suspeito sobre crédito 'sem amarras'
Ameaça - A desembargadora também comunicou ao STF e ao CNJ uma ameaça anônima feita por telefone há 15 dias. "Esta desembargadora também recebeu uma ligação sem sinal de identificação dizendo os seguintes imperativos: 'Cuidado! Tenha cuidado com a sua vida!'", escreveu a magistrada.
"Em razão da reiteração das informações e ainda, achando por cautela ser comunicado aos setores públicos necessários, comunico a vossa excelência para conhecimento e providências", relata Denise Bonfim.
"Nós queremos deixar bem claro que esse tipo de intimidação, em nenhum momento, vai fazer qualquer juiz recuar ou deixar de cumprir o seu dever", afirmou o presidente da Associação dos Magistrados do Acre, Raimundo Nonato da Costa.
O CNJ vai pediu ao TJ informações sobre quais medidas de segurança foram adotadas para preservar a vida da desembargadora e que passou a monitorar o caso.
Cartel – O inquérito da operação analisada pela desembargadora foi concluído na segunda-feira, com o indiciamento de 22 pessoas, entre elas dois secretários do governo do estado e Tiago Viana, sobrinho do governador, que atua como funcionário da Secretaria da Saúde. Dentro da análise, cabe também à juíza decidir se pede novas investigações para apurar suposto envolvimento do governador em crimes.
Um relatório complementar feito pela PF relaciona citações, conversas e indícios ligando o nome do governador Tião Viana aos indiciados por formarem um suposto esquema de fraudes que teriam desviado em apenas seis contratos analisados 4 milhões de reais. O secretário de Comunicação, Leonildo Rosas, disse que o governo está tranquilo e que não há atos ilícitos praticados por agentes públicos.
Nesta quarta-feira, o Tribunal de Justiça analisou pedidos de relaxamento de prisão de catorze dos 22 indiciados que estão presos desde o dia 10 de maio. Dos nove desembargadores presentes, cinco tinham alguma relação de parentesco com os indiciados, inclusive o presidente do TJ, desembargador Roberto Barros.
A desembargadora alertou os magistrados que se colocassem em votação os pedidos de relaxamento de prisão estariam descumprindo a lei. A votação acabou suspensa, mas mesmo assim, a magistrada pediu cópias da sessão para enviar ao STF e ao CNJ comunicando "usurpação de competência" por parte do TJ do Acre. Segundo ela, cabe ao STF analisar os pedidos, mediante a suspeição da maioria dos magistrados.
Leiam tb a excelente matéria sobre mesmo tema no BLOG do Altino Machado
altino.blogspot.com/2013/

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A dentista incendiada

Reinaldo Azevedo, jornalista da VEJA, fez circular um arquivo de PPS, daqueles que se lê no Power Point, perguntando quem conhece o seu Viriato?

Reinaldo inicia sua reportagem, na VEJA de 29/04/2013, afirmando que o Seu Viriato é pobre. O seu Viriato pagou o INSS por 38 anos, nunca cheirou cocaína, usa roupas e sapatos que o assassino de sua filha jamais usaria e está procurando emprego aos 70 anos, para repor a renda mensal que perdeu quando sua filha, que era dentista, foi morta por drogados...

Sua filha que foi cruelmente assassinada se chamava Chintia Magaly Moutinho de Souza. Ela estava trabalhando, em seu consultório quando foi assaltada, o rapaz de 17 anos, drogado ficou com raiva que ela tinha somente 30 reais na bolsa, isto não dava para comprar mais cocaína e a matou incendiando o corpo dela, viva...

Trecho da reportagem de Reinaldo na VEJA:
OS BACANAS QUEREM DESCRIMINAR A COCAÍNA. O deputado petista Paulo Teixeira (SP) quer que seja permitido aos brasileiros portar cocaína para até 10 dias de consumo sem que isso seja considerado crime. Os que redigiram a nova proposta de Código Penal acham que é muita coisa. Eles acham que tem de ser apenas para cinco dias. Seu Viriato e sua mulher terão agora de achar um jeito de sobreviver, enquanto pensadores pendurados nas tetas do Estado querem descriminar as drogas.
Seu Viriato tem uma filha deficiente. A irmã dentista era o esteio da casa. Agora ela está morta porque o menor, o que estava cheirado, ficou irritado com o fato de ela só ter R$ 30 na conta bancária. Ele precisava cheirar mais, ora essa!, e a dentista não tinha dinheiro suficiente para alimentar o seu gosto. Os bacanas acham que seu Viriato deve ajudar a pagar o tratamento do “doente” que matou a sua filha. Mas também acham que se deve descriminar o porte de cocaína para até 10 dias de consumo, cinco quem sabe…
Leiam a reportagem na íntegra no seguinte link:

Voltei
Seu Viriato é um homem de bem.

Seu Viriato é um homem sensato.
Seu Viriato contribuiu 38 anos com o INSS
Seu Viriato tem 70 anos.
Seu Viriato procura um emprego.
Seu Viriato tem uma filha deficiente
Cinthya, a filha dentista de seu Viriato, cuidava da filha deficiente de seu Viriato.
Sabem o que a Maria do Rosário falou para seu Viriato? Nada!
Sabem o que o Gilberto Carvalho falou para seu Viriato? Nada!
Sabem o que José Eduardo Cardozo falou para seu Viriato? Nada!
Ou melhor: todos eles falaram. Eles falaram o seguinte para o seu Viriato: “Queremos o assassino de sua filha na rua daqui a, no máximo, três anos”.
Por Reinaldo Azevedo

Até quando vamos continuar aturando esta violência contra as mulheres no Brasil, presidenta Dilma? Reponda a senhora que tb é mulher...

Até quando vamos ver bandido preso recebendo bolsa  preisidiário de mais de 900 reais, enquanto a família da vítima, como seu Viriato, tem que procurar emprego para sustentar a filha paralítica, mesmo depois de aposentado e aos 70 anos? Onde está o Estado para ajudar? Onde o ministro dos Direitos Humanos? 
Com estes exemplos que futuro existe para nosso Brasil?


UFAC recebe visita da SEPMulheres


Vice-reitora da Ufac recebe secretária da SEPMulheres



A vice-reitora da Universidade Federal do Acre (Ufac), Guida Aquino, recebeu na manhã desta terça-feira, 21, a secretária de Estado de Políticas para Mulheres, Concita Maia, a diretora de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres (SEPMulheres), Joelda Pais, e a diretora de Inclusão Socioprodutiva da SEPMulheres, Roseane Lima.

Na visita de cortesia, Concita Maia iniciou conversas sobre futuros projetos que planeja em parceria com a universidade. A intenção é entrar em contato com a coordenação do curso de Medicina para tentar desenvolver projetos que trabalhem uma medicina mais humanizada, principalmente no que diz respeito à questão de gênero.

Guida parabenizou a secretária pelo trabalho que realiza à frente da SEPMulheres e deixou a Ufac à disposição e de portas abertas para parcerias. A pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Cruz, também participou do encontro.

Concita agradeceu o apoio e avisou que, em breve, a Ufac será convidada a integrar a Câmara Técnica de Enfrentamento à Violência, que faz parte de um projeto do governo federal. A secretária elogiou os seis meses da nova gestão e agradeceu a receptividade.