segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Curso de Extensão no Inglês de 09 a 11 de outubro

Curso de Extensão promovido por professores e alunos da Graduação em Letras/Inglês:

A professora doutora Ana Leal Cardoso, que já foi professora da Inglês e Literatura Inglesa na UFAC, acreana da gema vai estar conosco esta semana na Universidade Federal do Acre, apresentando curso super interessante sobre Mito e literatura, incluindo estudos de gênero.
Profª Drª Ana Leal - outubro de 2008 em Ilhéus - Seminário Mulher e Literatura.

Professora Drª Cintia Schwantes, da UNB, Profª Drª Ana Leal da UFAL e Profª Drª Margarete Prado Lopes, da UFAC.

Abaixo, a íntegra do curso e pode ser feita inscrição na hora, não percam, é uma excelente oportunidade e tem certificado.

WORKSHOP: Art and Myth in Literature: a Contemporary Approach
Convidada: Profa. Dra. Ana Maria Leal Cardoso (UFS)
PROGRAMAÇÃO

09 de outubro (terça-feira)
Tarde
13:30 – 14:00: CREDENCIAMENTO
14:00 – 16:00: Mitocrítica: O mito na Grécia Antiga e mundo moderno - Uma abordagem multicultural  do mito
16:00 – 16:30: Intervalo cultural
16:30 – 18:00 A busca de identidade do masculino pelo feminino - Edgar Alan Poe, Walt Whitmann e Raul Bopp
Noite
18:00 – 20:00: Apresentação de filme: Little Women

10 de outubro (quarta-feira)
Tarde
14:00 – 16:00: análise mito-psicológica de Little women 
. A heroína e a busca de si mesma
. A busca do feminino pelo masculino: mito de Eros e psiqué
16:00 – 16:30: Intervalo cultural
16:30 – 18:30: leitura e análise  de textos literários clássicos: E. A. Poe, Katherine Mansfield e outros.

11 de outubro (quinta-feira)
Tarde
14:00 – 16:00: Os mitos do feminino na poética de Willa Cather e Alina Paim
16:00 – 16 :30: Intervalo cultural
16:30 – 18:00: Palestra: O mito da serpente nas obras de Raul Bopp e David H. Lawrence.
18:30: Atividade Cultural
19:00 – Coquetel de Encerramento.





Realização: Curso de Letras – Inglês (UFAC)

Comissão Organizadora:

Prof.ª Dr.ª Maysa Cristina Dourado (Coordenadora) 
Prof. Dr. Vicente Cruz Cerqueira
Prof.ª Me. Queila Lopes Barbosa
Prof. Me. Carlos André Alexandre de Melo
Prof. Saide Feitosa
Prof. Andréia de Oliveira Freire  

Bolsistas:

Kenya Nogueira Caruta   
Eva Albino
Cristian Lameira
Aurivan Guimarães

OBS. Todas as atividades acontecerão no Auditório do Bloco dos Mestrados.

MAIS MULHERES NO PODER

NEGA PROMOVE SEMINÁRIO MAIS MULHERES NO PODER II, em 2012, na UNATI

Na quarta feira, dia 03 de outubro, quatro dias antes das eleições, a professora Margarete Lopes, coordendaora do NEGA e suas bolsistas Fernanda Bandeira (UNATI), Janaína Ribeiro (NEGA) e Genelícia Maciel com Evaneide Dantas (PIBIC) reabriram as atividades da UNATI - Universidade Aberta da Terceira Idade, atividade pedagógicas, esportivas e de entretenimento para idosos, depois da longa greve dos professores.

A ideia foi aproveitar o momento das eleições municipais com a reedição da Campanha MAIS MULHERES NO PODER, da SEP Mulheres de Brasília e do Estado do Acre, para discutir com as mulheres idosas, professoras e alunas este momento em que as mulheres estão com toda força e mais empenho concorrendo a cargos púbicos na política e dá importância de termos mais mulheres nos representando na Câmara Municipal.


A professora Margarete Lopes deu início aos trabalhos contando as história dos 80 anos do voto feminino, narrando sobre Carlota Pereira de Queiroz, médica eleita por São Paulo e a primeira deputada federal do Brasil , bem como falou sobre a primeira Prefeita Alzira Soriano, que foi a primeira prefeita da América Latina, nas eleições de 1928.


Apesar de estender o convite a todas as coligações e termos dezenas de mulheres concorrendo ao cargo de vereadora e duas candidata à Prefeitura de Rio Branco: Antônia Lúcia - 20 e a professora Pelegrina, do PSOL, tivemos a presença de somente três candidatas a vereadoras: Maria da Graças do PT, Wania Lilia Maia Viana do PSD e Rosa Maria do PC do B.

A manhã foi proveitosa com relatos de experiência de vida, discussão sobre a importância de abrir maior espaço para as mulheres e a revelação da estatística de que, de acordo com cálculos das Nações Unidas, mantido o ritmo atual de crescimento 
da participação feminina em cargos de representação política, o mundo levará 400 anos (pasmem) para chegar a um patamar de equilíbrio de gênero entre homens e mulheres.

sábado, 29 de setembro de 2012

AS MULHERES NA BIENAL DA FLORESTA PARTE II

MULHERES NA BIENAL - SEGUNDA PARTE

Gente, esta II Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura foi mesmo de arrepiar... muita gente, muitos livros, muitos autores e principalmente grande atuação das mulheres, em todas as frentes de ação.

Começando pela diretora da Biblioteca da Floresta, Helena Carlone, constante presença dirigente, olhando todos os trabalhos nos stands de livros, na Tenda Bolha, na Tenda de Ideias, nas palestras do Cine Teatro Recreio, atendendo a convidados, autoridades, servidores, amigos, buscando gente no aeroporto, sempre com a mesma gentileza e sorriso na face:


 Helena Carloni na seção de Abertura da Bienal em 14/09/2012, foto de Val Fernandes.


 Bruxinha, discursando na Abertura da Bienal da Floresta, eram 9 mulheres nesta seção para 8 oito homens... Finalmente. as mulheres em maior número, ainda que pequeno. 
Foto de Val Fernandes.

Nossa querida primeira dama Marluce Viana esteve distribuindo simpatia e bondade, com palavras na seção de abertura, posando com amigos em outros dias, ouvindo atentamente...



Primeira dama Marluce Viana, em 3 flashes de Val Fernandes.


Karlinha Martins, diretora teatral, atriz, roteirista, poeta, cantora e ainda braço direito e esquerdo da Helena nesta Bienal, mulheres explêndidas orquestrando a festa, comando os bastidores, atendendo a todos e ainda dando uma ouvidinha nas palestras na Tenda de Ideias:


                    Karla Martins, em foto de Val Fernandes.

A Ione Soares, minha aluna na UFAC e atuante Agente de Leitura, iluminando a cabecinha das crianças, contando lindas histórias, cheias de magia...  Contando história no Espaço Criança, na 2ª Bienal da Floresta. Lá as crianças podiam cantar, ouvir e contar histórias, além de ler com os agentes de leitura.
                                     Iones Soares em Foto de Val Fernandes
                                     

Angélica Paiva, repórter, noticiando, filmando, registrando e ainda dando salutar pausa nas câmeras para comprar mais um livrinho...




Pense numa fotógrafa genial, séria, competente, sem perder nem um flagra da Bienal, pois então, só podia ser a Val Fernandes em ação...
           Val Fernandes em ação, em foto de Patrycia Lopes Coelho

As mulheres deram o brilho, as luzes, as cores, os aromas, as vozes, sempre em maciça presença nesta fantástica festa cultural que foi a II Bienal da Floresta do Livro e da Leitura. Tinha mulher na guitarra....

                                            Foto de Val Fernandes

Presença feminina tirando som do violão....
                                                          Foto de Val Fernandes

Mulheres em roda de canto, en"cantando" as gentes, celebrando a vida...

                Show de Gente Grande em 2 fotos de Val Fernandes

 A voz sedosa e linda de Suzana Bana, cantora peruana, em foto de Arison Jardim...


E também tivemos mulheres em presença maciça no Coral
                                     Foto de Val Fernandes


Mulher no piano, tocando e emocionando os corações... Virginia Vilanova tocando Chiquinha Gonzaga...
                                          Virginia Vilanova, clicada por Val Fernandes...


Professoras dedicadas levaram seus alunos que tiraram fotos com o Mapinguari e Mulher vestida de Caipora, Curupira...
Lindo ver as escolas na Bienal, professoras nota DEZ...

                                                  Foto do BLog da professoras


Vejam as mulheres em maioria entre os Agentes de Leitura, no Encontro Estadual de Contadores de História, que aconteceu no dia 21 de setembro de 2012, no Cine Teatro Recreio, como parte da maravilhosa II Bienal da Floresta


 
 Nossas ilutres mulheres imortais, da Academia Acreana de Letras, prestigiando a Bienal, como as professoras Iris Celia Cabanellas e Edir Marques...

      Foto do acervo do Flirk do senador Jorge Viana

 Mulheres garis, mulheres policiais, tinha mulheres em toda parte nesta Bienal, e principalmente trabalhando sem parar para o sucesso da dita Bienal... como as meninas funcionárias da Biblioteca da Floresta....


Professoras renomadas de nossa sociedade riobranquense como a diretora teatral, escritora, ensaísta e poeta Laélia Rodrigues e a nossa presidente da Fundação Garibaldi Brasil, Eurilinda Figueiredo emprestaram beleza, charme, sorrisos, abraços e muita luz e axpé na Bienal...
                                          Professor Laelia com Gregório Filho, fotod e Val Fernandes...


                            Professora Eulinda Figueiredo sempre linda, em clique de Val Fernandes...

        Mulheres em maioria nas plateias, encantadas, encantando, ou simplesmente passeando entre os livros, espalhando beleza, ambas em fotos da fabulosa Val Fernandes...


Mulheres encheram de brilho, deram colorido e luzes a Bienal, com suas palavras, presença, brincos, adereços, roupas, sorrisos, como na foto abaixo de Val Fernandes...


E olha que eu ainda nem comecei a falar da escritoras do Acre e de fora, as poetas, contadoras de história, donas da palavra e da arte de lidar com o verbo... Mas isto vai render a terceira parte das crônicas "Mulheres na II Bienal...", porque tem muito chão para percorrer ainda, que vcs vão ler amanhã... Fui...

Domésticas deixam de ser o maior grupo entre mulheres que trabalham fora

Hoje cedo li ho Yahoo Notícias:

Domésticas deixam de ser o maior grupo entre as trabalhadoras

O aquecimento do mercado de trabalho, com queda nas taxas de desemprego, também está provocando mudanças no tipo de ocupação das brasileiras. Com mais ofertas de emprego em atividades variadas e melhores níveis de qualificação, elas vão assumindo, aos poucos, novas funções e, pela primeira vez, o trabalho doméstico deixou de ser a primeira opção para garantir o sustento próprio e da família entre as mulheres no país.

Um levantamento realizado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, revela que o contingente de faxineiras, babás, cozinheiras e responsáveis por serviços gerais nos domicílios perdeu espaço para outras ocupações.

A pesquisa foi apresentada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na semana passada e demonstrou que as comerciárias assumiram a liderança do ranking das atividades desempenhadas pelas mulheres, empregando 7 milhões de brasileiras (17,6%). Em segundo lugar estão as trabalhadoras em educação, saúde e serviço social.

Agência Brasil
As empregadas domésticas, que sempre vinham no topo da lista como categoria que mais emprega mulheres no Brasil, apareceram em terceiro lugar. Essa categoria caiu de 6,7 milhões, há três anos, para 6,2 milhões no ano passado, correspondendo a 15,7% do total das trabalhadoras. Em 2009, o percentual de domésticas entre as trabalhadoras era 17%.

A coordenadora dos programas de educação e cultura da SPM, Hildete Pereira, explicou que esse movimento já poderia ter ocorrido na Pnad 2009, principalmente em função da maior qualificação das mulheres e da diversificação do mercado de trabalho. Porém, com a crise financeira internacional em 2008, o comércio se viu obrigado a enxugar as contratações. Ela acredita que a migração para outras atividades representa um ganho importante em termos de condições de trabalho para essas mulheres.

“A sociedade não vê o trabalho doméstico como vê o de uma comerciária, por exemplo. Embora a categoria tenha registrado conquistas importantes, muitas trabalhadoras domésticas ainda sofrem jornadas de trabalho extremamente altas e não têm carteira assinada”, avaliou.

domingo, 16 de setembro de 2012

As mulheres na II Bienal da Floresta

As mulheres na II Bienal da Floresta:

Acontecendo na cidade de Rio Branco, de 14 a 22 de setembro a II Bienal da Floresta, com stabd de vendas de livros, saraus, teatros, shows, espetáculos, mesas redondas de literatura com escritores, professores, críticos literários e muitas oficinas para todos os gostos e idades.

A feira de livros sempre com muita gente, desde de dia 14 e já estamos no dia 16 de setembro no stand da Federação dos Poetas, junto com a Academia Acreana de Letras, vendendo os livros dos membros da AAL.
Vale a pena destacar a presença da mulheres em todo o trabalho, a começar da coordenadora geral do evento, a Diretora da Biblioteca da Floresta Helena Carloni, a presença da diretora teatral e articulista Karla Martins, a poeta e radialista Nilda Dantas no comando do stand da Federação dos Poetas. Com dinâmicas e jogos nos quais os vencedores ganham livros do stand.
 FOTO de VAL FERNANDES

Eu mesma tenho estado presente cuidando e vendendo os livros dos confrades da AAL, juntamente com a colaboração do confrade Claudemir Mesquita e no dia 15 de setembro tivemos a presença da nossa consagrada escritora Robélia Fernandes de Souza, autografando o seu livro 

Quem quiser conhecer e comprar meu livro, sobre as escritoras do acre, apareça por lá também. Conheça as mulheres que escrevem poesia, contos e romances no Acre.

III EMFLOR na cidade de Manaus

 Realçização do III EMFLOR em Manaus, pela UFAM.


O Encontro de Estudo Sobre Mulheres da Floresta (Emflor) é um evento bianual coordenado pelo “Grupo de Estudos, Pesquisa e Observatório Social: Gênero, Política e Poder” da Ufam (Gepos). As incrições para o evento já estão abertas e o prazo para envio dos resumos de comunicação oral e pôsteres será até o dia 23 de setembro. 


As informações, fichas de inscrição podem ser acessadas nos seguintes links:
 
 
 
 
As inscrições se encerram dia 23/09. Não percam a oportunidade de um grande debate!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Homenagem ao GEPEM da UFPA

Honra ao mérito ao GEPEM da UFPA


Recebi hoje em meu email uma notícia muito boa da colega e companheiras de lutas feminista, a professora doutora Luzia Miranda Álvares, sobre homenagem recebida pelo GEPEM - Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes, da Universidade Federal do Pará, em seus 18 anos de aniversário.
Na manhã do dia 24/08 às 9h30, a Câmara Municipal de Belém homenageou o GEPEM/UFPA, por requerimento da Vereadora Milene Lauande(PT). Na oportunidade, algumas colegas da professora Drª Luzia Álvares participaram inclusive da mesa e do plenário. Muito importante, também, a presença de representantes dos movimentos de mulheres e dos movimentos sociais de Belém, além da Desembargadora Nazaré Saavedra Guimarães, do TJE.

Foi um momento de grande emoção para todo o GEPEM presenciar o grupo ser celebrado e as suas atividades acadêmicas e de extensão por um órgão público, com o aval, também, do Sr. Reitor da UFPA, que na ocasião enviou uma saudação para o GEPEM, em agradecimento à homenagem promovida pela Vereadora Milene Lauande.
O diploma e a medalha que compuseram a homenagem são do mais alto valor: "Medalha do Mérito Científico "Evandro Chagas" : "pelos relevantes serviços prestados na área da pesquisa científica em benefício do ser humano ou animal e especialmente a Belém do Grão Pará".

 Luzia Álvares faz questão de dividir o prêmio com todas/os da equipe, e na oportunidade dediquei o mesmo aos que fazem o GEPEM crescer e a UFPA ser vista com ações de transbordamento para a sociedade civil.

Nosso parabéns a mais esta conquista e que o trabalho feminista, os estudos e pesquisa de Gênero continuem florescendo e aumentando em todo o Brasil.


sábado, 11 de agosto de 2012

SEP Mulheres comemora 06 anos de LEI MARIA DA PENHA

SEP Mulheres do Estado do Acre comemora 06 anos de Lei Maria da Penha:
A lei 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha, foi sancionada em 07 de agosto de 2006 e entrou em vigor no dia 22 de setembro do mesmo ano, completando assim seis anos neste mês de agosto de 2012.
Para marcar tão expressiva data, a SEP Mulheres do Estado do Acre organizou uma caminhada pela cidade, com concentração e saída do famoso Senadinho, na sexta feira, dia 10 de agosto de 2012, a partir da oito horas da manhã. 
A secretária Concita Maia, que chefia a SEP mulheres reuniu mulheres de todas as representações e ONGs para fazer uma campanha educativa pelas ruas da cidade de Rio Branco, distribuindo cartilha da Lei Maria da Penha, além de folheto e folders explicativos sobre a violência contra a Mulher, a população passava andando depressa, mas ninguém recusava o recebimento do material. Estavam presentes a srª Rosali Scalabrin, presidente da Coordenadoria Municipal da Mulher; Almerinda Cunha do Movimento da Mulher Negra e Fórum Permanente de Educação Étnico Racial; a médica Solange Chaves, e também a presença de Nilson Mourão, que responde pela pasta da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos:


O evento teve início com a discurso de Concita Maia afirmando que os dados da violência contra a mulher no Acre são alarmantes. Com base nos dados do DISK 180, em 70% dos casos, o agressor é companheiro ou cônjuge da vítima. Em 42% dos casos, a relação entre vítima e agressor é acima de 10 anos de relacionamento. 
A secretária comentou ainda que de acordo com os dados fornecidos pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil, em 2010 foram 20 homicídios de mulheres na capital acreana; 17 assassinatos, em 2011; e até maio de 2012 já foram registrados 5, ou seja, um em cada mês do ano. Com estes números, Rio Branco é a segunda capital mais violenta do país, só perdendo para Porto Velho.


Conforme informações da DEAM, somente em Rio Branco, em 2011, foram instaurados 1356 inquéritos policiais por ameaça, 897 por lesão corporal e 46 por estupro;80 % dos casos foram cometidos contra mulheres pobres e negras, moradoras de bairros periféricos e invasões, 40% somente com o primeiro grau e apenas 715 sabem ler e escrever.
Dados analisados de fevereiro de 2008 a fevereiro de 2012, revelam que em 47% dos casos, o agressor é um ex-companheiro; em 4%, é um ex-namorado; e em 30,5 % dos casos, o companheiro atual.
Apesar da Lei Maria da Penha, os números são alarmantes, porém as denúncias aumentam a cada ano. Entretanto, muitas mulheres permanecem caladas, seja por medo de sofrerem novas e mais severa agressões após a denúncia; seja pelo vínculo afetivo com o agressor ou por dependência financeira... 


Nosso maior trabalho e luta agora é fazer a Lei Maria da Penha mais conhecida, mais divulgada, uma vez que as diferenças entre homens e mulheres são sempre sistematicamente convertidas em desigualdades contra o gênero feminino, sendo a violência contra a mulher, na âmbito privado do lar, a mais cruel delas e se a mulheres ainda se calam é por ignorância da lei que as pode proteger e justificar a Lei Maria da Penha. 
A caminhada foi um sucesso, por várias ruas, praça e terminal urbano, terminando com palestra no Ministério Público sobre pesquisa efetuada pela doutora Marcela, da violência contra a mulher no Acre.                                                                                            

Ligue 180 registra quase 300 mil casos de violência em 06 anos de Lei MARIA DA PENHA


07/08 - Nos seis anos da Lei Maria da Penha, Ligue 180 registra 52% de risco de morte em relatos de violência contra as mulheres

Data: 07/08/2012
Dos 2.714.877 registros, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 alcançou 329.356 casos com relatos de violência enquadrados na Lei Maria da Penha. De 2006 a 2012, violência física (de lesão corporal leve ao assassinato) é a mais frequente. Risco de morte foi denunciado em 93.903 (52%) atendimentos e ameaças de espancamentos chegaram a 83.442 (45%) 
Entre as formas de violência contra as mulheres que são enquadradas na Lei 11.340/2006, Lei Maria da Penha, a física é o tipo mais frequente. Nesses seis anos de vigência da lei, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), registrou 2.714.877 atendimentos. A violência física esteve presente em 196.610 casos relatados. Desses, 93.903 (52%) apresentaram risco de morte e 83.442 (45%) risco de espancamento.
Para a ministra Eleonora Menicucci, da SPM, “os dados do Ligue 180  nos trazem a necessidade da urgência na consolidação da rede de atendimento. Temos que acelerar o enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres em situação de violência, da primeira infância à velhice”.
Somente neste ano, o Ligue 180 computou 388.953 atendimentos - no período de janeiro a junho – uma média de 2.150 registros por dia. Novamente, a violência física é a mais recorrente com 26.939 atendimentos. Dos 25.232 casos que registraram risco sofrido, verificou-se que 13.219 (52,4%) apresentam risco de morte e 11.513 (45,6%) risco de espancamento.
 gráfico1
                      Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM-PR
Os dados do Ligue 180 foram divulgados pela SPM nesta terça-feira (07/08), em Brasília, durante a abertura do encontro nacional “O Papel das Delegacias no Enfrentamento à Violência contra as Mulheres”, que reúne cerca de 300 delegadas. No evento, também ocorreu o lançamento da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”. Esta iniciativa é resultado da cooperação entre o governo federal, por meio da SPM e do Ministério da Justiça, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública, para dar celeridade aos julgamentos de inquéritos estabelecidos e crimes de violência contra as mulheres. Tem como objetivo responsabilizar agressores, assassinos e estupradores de mulheres em todo o país. “É preciso dar um basta à impunidade, responsabilizar agressores e criar  condições para que a segurança possa atuar nos flagrantes e a justiça tenha rapidez nos julgamentos. É hora de agirmos com rigor”, salienta a ministra Eleonora Menicucci, da SPM.
Desde o início da Lei Maria da Penha, o Ligue 180 registrou mais de 436.700 solicitações de informações a respeito da lei. De janeiro a junho deste ano, foram realizados 22.596 registros com informações relativas à lei – cerca de 125 por dia. Houve, ainda, mais 121.349 solicitações de informações a respeito de demais leis, decretos e direitos da mulher, de crimes diversos, rede de serviço especializado, entre outros.
No primeiro semestre de 2012, dos 194.753 encaminhamentos feitos pelo Ligue 180 para os serviços públicos, 107.057 (54,97%) foram para a segurança pública. Em um universo de 374 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher no país, somente o Ligue 180 encaminhou 23.572 casos. Os demais encaminhamentos (45,03%) foram realizados para os serviços especializados de atendimento à mulher e outros serviços gerais (Disque 100, centros de referência, conselhos da mulher, serviços de saúde, entre outros).
Tipos de violência – Além da física, a Lei Maria da Penha estabelece a punição das violências sexual, psicológica, moral e patrimonial. Desde a criação dessa lei, o Ligue 180 apresentou 329.356 registros entre os cinco tipos de violência. 
gráfico2 gráfico2
         Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM-PR
De janeiro a junho deste ano, a violência psicológica foi percebida em 12.941 (27%) dos relatos; a moral em 5.797 (12%); a sexual em 915 (2%); e a patrimonial em 750 (1%).  Cárcere privado obteve, no primeiro semestre de 2012, 211 casos – com média de 1,15 por dia.
gráfico3
                       Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM-PR
O primeiro semestre de 2012 revelou, ainda, que, em quase 60% dos relatos recebidos pelo Ligue 180, a violência é diária: 19.171 casos. Por semana, ela ocorreu em 6.856 (21%) das situações.
 gráfico4
                        Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM-PR
Perfil do agressor - Em 70% dos casos registrados pelo Ligue 180, o agressor é companheiro ou cônjuge da vítima. Quando somados os demais arranjos afetivos (ex-marido, namorado e ex-namorado), o vínculo sobe para 89%. Os 11% restantes se referem à violência cometida por familiares, parentes, vizinhos, amigos e até mesmo desconhecidos.
gráfico5 
                             Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM-PR
Tempo de relacionamento - Segundo as informações do Ligue 180, de janeiro a junho deste ano, a relação entre a vítima e o agressor estava estabelecida entre dez ou mais anos em 14.688 (42%) dos relatos; entre cinco e dez anos, em 6.648 (19%) dos atendimentos; e, entre um e dois anos, em 3.587 (10%) das situações.
 gráfico6
                            Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM-PR
Impacto na família – Em 66% (17.438) dos casos, filhas e filhos presenciaram as agressões de suas mães. Em 4.797 (18%) das agressões, elas e eles também foram vítimas de violência.
gráfico7 
                              Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM-PR
Exterior – Em 2006, o Ligue 180 começou a receber denúncias de tráfico de mulheres. Naquele ano, foram registradas seis denúncias. De janeiro a junho de 2012, já foram registradas 17. Uma delas teve efeito imediato, no início de junho, ajudando a Polícia Federal brasileira, em parceria com a polícia espanhola, a desbaratar uma quadrilha que explorava mulheres sexualmente em Ibiza, na Espanha. Segundo a PF, foram encontradas no local 28 mulheres em situação de vulnerabilidade.
Em novembro de 2011, o Ligue 180 expandiu sua cobertura para Espanha, Itália e Portugal. De janeiro a junho de 2012, o serviço obteve 90 ligações, tendo efetuado 33 atendimentos produtivos.
Utilidade pública - Criada em 2005 pela SPM, a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 é um serviço de utilidade pública que presta informações e orientações sobre aonde as mulheres podem recorrer, caso sofram algum tipo de violência. O serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados.